terça-feira, 2 de maio de 2017

Como o Chromecast mudou meus hĂ¡bitos de consumo de conteĂºdo

Esta era minha rotina toda vez que ia ver algum conteĂºdo em vĂ­deo: abrir o site em que foi disponibilizado, setar o Internet Download Manager pra capturar o vĂ­deo, fazer o download, converter para .mpg, transferir para um pendrive e posteriormente reproduzir em um DVD Player que tinha entrada USB. Uma experiĂªncia nada agradĂ¡vel e que Ă s vezes demorava sĂ©culos pra ocorrer, quando o computador nĂ£o esquentava demais durante a conversĂ£o dos vĂ­deos e desligava.

Muitas vezes eu ia assistir aquele episĂ³dio maroto pĂ³s-filler de algum anime e quando conseguia ver um episĂ³dio jĂ¡ haviam sido lançados outros dois ao menos, o que me gerava uma tremenda preguiça.

O tempo passou e o hĂ¡bito aos poucos começou a mudar. Do Anitube e Megafilmes migrei pra Crunchyroll e Netflix, porĂ©m nunca contratei planos de internet com uma velocidade realmente ok, e o tempo para consumir conteĂºdo foi ficando cada vez mais escasso. Ao invĂ©s de usar a TV, comecei a ver muita coisa no computador, depois no telefone, atĂ© que chegou a Ă©poca em que nĂ£o tinha paciĂªncia pra ver quase nada online e voltei a baixar tudo o que queria ver. Foi um dos pontos de ter me levado a adquirir um HD externo (papo para outra postagem) e pudesse lotar com absolutamente TUDO que quisesse ver posteriormente (e que nunca via, na real). Esporadicamente voltei a assistir seriados, uma vez por semana, e filmes aqui e ali, nada muito intenso.

Eis o bichim!


Eis que mais uma vez a roda do tempo gira e ganho de presente UM CHROMECAST!!!11!!ONZY!!11. HĂ¡ algumas semanas meu amigo AND padrinho de casamento, Eduardo Pasqualin, me confiou a guarda de um lacrado Chromecast de primeira geraĂ§Ă£o. O aparelho foi lançado em 2014, eu sei, e atualmente a segunda geraĂ§Ă£o estĂ¡ no mercado, com a expectativa de que uma prĂ³xima venha por aĂ­, mas atĂ© entĂ£o eu nĂ£o havia sequer cogitado a hipĂ³tese de adquirir um. O Eduardo havia me apresentado um Chromecast funcional faz tempo, e lembro de ter achado uma maravilha, porĂ©m o preço sempre foi um empecilho para minha pessoa, atĂ© ele me dar um novĂ­ssimo de presente.

Desde entĂ£o a minha rotina de consumo de conteĂºdo tem sido basicamente procurar aplicativos compatĂ­veis com o pequeno aparelhinho da Google. Minha atividade na Netflix cresceu absurdamente e muitas sĂ©ries que estavam na minha lista hĂ¡ tempos desempacaram de vez (leia-se Narcos, Demolidor, Jessica Jones, Luke Cage, Punho de Ferro e afins), pois a simplicidade de jogar o conteĂºdo pra TV sem maior esforço tem sido uma grande aliada da plataforma de streaming em minha humilde residĂªncia.

Outro aplicativo que passei a usar com frequĂªncia Ă© o YouTube. HĂ¡ tempos usava o site apenas pra colocar aquelas playlists em dia de faxina. Pra ser bem sincero, quem montava/monta essas playlists Ă© a minha dignĂ­ssima esposa. PorĂ©m desde a chegada do aparelho tem sido um dos sites/apps que mais uso, tendo passado inclusive reddit e Facebook na minha lista pessoal. Mesmo quando nĂ£o estou com o Chromecast plugado na TV abro o aplicativo pra ver se tem alguma coisa nos canais que sigo (mas nĂ£o Ă© desta vez que vou voltar a produzir conteĂºdo pro YouTube). Enfim, desde a chegada do Chromecast na minha casa tenho passado cada vez mais o tempo que posso usando o dispositivo, e atĂ© separei uma pequena lista dos apps que uso com mais frequĂªncia:


JĂ¡ citado no parĂ¡grafo anterior, ele Ă© o rei do dispositivo. Ainda mais depois que o YouTube disponibilizou aluguĂ©is de filmes e afins, tenho usado cada vez mais. IndispensĂ¡vel e sem a necessidade de mais comentĂ¡rios.


Mais um aplicativo batido na lista. É a plataforma paga de streaming mais utilizada na atualidade e que conta com centenas de filmes e sĂ©ries. Uma feature legal de se utilizar a Netflix no Chromecast Ă© que se vocĂª colocar uma sĂ©rie, por exemplo, os episĂ³dios seguem tocando atĂ© nĂ£o restar celular/tablet algum conectado Ă  mesma rede ou vocĂª decidir trocar de atraĂ§Ă£o.


É a soluĂ§Ă£o que uso para ouvir podcasts diariamente e permite que transmita o conteĂºdo armazenado no telefone/tablet para o Chromecast. Bem Ăºtil, por sinal.


Quem nĂ£o tem Netflix, caça com Crackle! É o serviço de streaming de filmes da Sony. É totalmente grĂ¡tis e conta com um catĂ¡logo de filmes nĂ£o tĂ£o amplo, porĂ©m acredito ser uma das melhores alternativas para quem nĂ£o tem assinatura de algum outro serviço.

Infelizmente Ă© um aplicativo nĂ£o disponĂ­vel de forma oficial para o Brasil (hĂ¡ outras alternativas a ele disponĂ­veis na Play Store). Trata-se de um aplicativo que promete transformar a TV em despertador completo e tem umas opções bem bacanas, como usar um leitor de QR Code pra confirmar que de fato o usuĂ¡rio acordou.



Este conta com alguns features bem bacanas, como poder transmitir para a TV qualquer conteĂºdo armazenado no smartphone/tablet. Ele tambĂ©m dĂ¡ a opĂ§Ă£o de jogar na TV apenas o vĂ­deo, enquanto o Ă¡udio sai pelo telefone. É bacana principalmente pra consumir algum conteĂºdo tarde da noite ou bem de manhĂ£zinha, dando a possibilidade de ver as imagens pela TV e escutar o que acontece diretamente por algum fone de ouvido, sem atrapalhar vizinhos e afins. Algumas vezes jĂ¡ fiz isso, inclusive.  

ConclusĂ£o

No fim das contas, utilizar o Chromecast tem sido uma descoberta nova a cada dia. Listei acima alguns dos apps que mais uso, fora a funĂ§Ă£o de espelhar a tela diretamente na TV, que muitas vezes torna mais emocionante meus campeonatos de Clash Royale e Vainglory. A princĂ­pio eu era bem cĂ©tico em relaĂ§Ă£o ao dispositivo, e hoje noto que Ă© uma mĂ£o na roda quando vou consumir conteĂºdo e traz uma certa praticidade.

HĂ¡ quem diga que a segunda geraĂ§Ă£o resolve um dos maiores problemas da primeira, que Ă© certa lentidĂ£o ao inicializar o conteĂºdo, mas ainda nĂ£o tive acesso a um para poder me certificar disso. No mais, o Chromecast Ă© uma compra recomendadĂ­ssima de minha parte. Espero que tenham gostado da listinha pessoal que compartilhei por aqui. Caso vocĂª tenha alguma, deixe nos comentĂ¡rios!

segunda-feira, 17 de abril de 2017

Como tem sido minha readaptaĂ§Ă£o ao Linux

Nos idos de 2011 decidi me aventurar pelo maravilhoso mundo das distribuições Linux. Ă€ Ă©poca eu escrevia ativamente no Sleopand e em 2012 cheguei atĂ© mesmo a escrever bastante sobre o assunto, inclusive com um tutorial de como personalizar o LXDE e o deixar semelhante ao ambiente grĂ¡fico Unity.

Meses depois eu comecei a sentir dificuldades por conta da minha rotina profissional, o que me levou de volta ao Windows. NĂ£o faço nada de extraordinĂ¡rio no cotidiano, e trabalhando no ramo da comunicaĂ§Ă£o utilizo bastante a suĂ­te Office, os programas Vegas e Sound Forge para ediĂ§Ă£o de Ă¡udio e vĂ­deo, alĂ©m de sempre recorrer ao pacote Adobe para ediĂ§Ă£o de imagens em lote. Ă€ Ă©poca que me aventurei sentia que a falta de bons substitutos para esses aplicativos atrapalhava e muito minha produtividade diĂ¡ria.

Eis que neste abril de 2017 meu notebook que data de 2013 começou a se estranhar com o jĂ¡ avariado Windows 7. Muitos erros no registro depois e sem grana (e paciĂªncia) para fazer um upgrade e instalar o Windows 10, decidi retornar ao glorioso universo Linux, e as coisas evoluĂ­ram muito nestes Ăºltimos cinco anos.

A opĂ§Ă£o escolhida foi o Lubuntu 17.04, distribuiĂ§Ă£o derivada do Ubuntu e que utiliza o ambiente grĂ¡fico LXDE como padrĂ£o. NĂ£o necessariamente foi por conta da configuraĂ§Ă£o do notebook, que consegue rodar o sabor principal da distribuiĂ§Ă£o com Unity sem engasgos, mas sim por conta da minha familiaridade com o LXDE (e pela similaridade com o Windows, o que me gera bem menos transtornos na transiĂ§Ă£o).

Oi, meu nome Ă© Lubuntu :)


InstalaĂ§Ă£o

Para quem nĂ£o sabe, a instalaĂ§Ă£o de distribuições Linux Ă© bem descomplicada. Meu Ăºnico trabalho foi queimar a ISO da “distro” escolhida em um pendrive, colocar no computador e iniciar o processo.

É algo tĂ£o simples que desde quando me aventurei pelo Linux na primeira vez eu destacava: nada de instalaĂ§Ă£o de drivers complicados pĂ³s-formataĂ§Ă£o ou ficar esperando programas encontrarem os drivers da minha placa wireless e baixarem a uma velocidade ridĂ­cula. Tudo estava funcionando muito bem logo ao tĂ©rmino da instalaĂ§Ă£o.

Em seguida abri o gerenciador de pacotes Synaptic (que funciona como uma loja de aplicativos) para baixar o Chromium (navegador do qual o Chrome Ă© derivado), Audacity (substituto do Sound Forge), Kdenlive (substituto do Vegas), Scribus (aplicativo de diagramaĂ§Ă£o), Gimp (autoexplicativo, mas se vocĂª nĂ£o conhece Ă© alternativo ao Photoshop), Retroarch (front-end para agregar emuladores), Steam e o LibreOffice.

Claro, instalei ainda o pacote Restricted Extras, que traz alguns plugins proprietĂ¡rios de Ă¡udio e vĂ­deo, para evitar incompatibilidade de formatos. Obviamente isso pode ser substituĂ­do pela simples instalaĂ§Ă£o do VLC, que roda absolutamente TUDO.

AdaptaĂ§Ă£o aos substitutos

Bom, o ambiente grĂ¡fico em si nĂ£o mudou muito desde a Ăºltima vez que o havia utilizado. Os atalhos continuam nos mesmos lugares, entĂ£o dor de cabeça Ă© algo que definitivamente nĂ£o tive. A minha maior adaptaĂ§Ă£o tem sido aos substitutos dos aplicativos que usava anteriormente.

Definitivamente meu maior problema estĂ¡ no uso do Audacity. Enquanto no Sound Forge eu conseguia separar diversos arquivos de Ă¡udio no mesmo ambiente de trabalho e tratar separadamente cada um deles sem precisar abrir outra instĂ¢ncia do programa, no Audacity isso Ă© praticamente impossĂ­vel. Cada faixa precisa de uma janela nova aberta, e o caos foi predominante nos primeiros dias de adaptaĂ§Ă£o.

Muita gente usa o Audacity para ediĂ§Ă£o e publicaĂ§Ă£o de podcasts, e eu admiro esses caras por extraĂ­rem leite de pedra, porque definitivamente a interface dele nĂ£o colabora com quem Ă© acostumado a utilizar outras soluções. Busquei algumas alternativas ao programa, porĂ©m a maioria foi descontinuada, entĂ£o optei por me manter nele e ir me adaptando aos poucos. Para a ediĂ§Ă£o de entrevistas e Ă¡udios curtos tem funcionando bastante, porĂ©m definitivamente abandonei os podcasts por um tempo (sim, este foi um dos motivos do CoraĂ§Ă£o das Cartas ter parado).

A ediĂ§Ă£o de vĂ­deo, por outro lado, nĂ£o tem sido nada problemĂ¡tica. O Kdenlive tem uma interface que lembra (bem pouco) a do Vegas. Como nĂ£o uso nada de muito avançado nĂ£o sofro muito na usabilidade, e tem me atendido de forma excelente. Outro ponto positivo Ă© que apesar de usar muito do processamento ele nĂ£o esquenta demais o meu computador, pois recentemente eu vinha travando uma violenta batalha com o Vegas, que quase sempre esquentava meu notebook a ponto dele desligar por conta da temperatura.

O Scribus atĂ© entĂ£o foi um dos que me deu um pouco de dor de cabeça. A redaĂ§Ă£o do jornal onde trabalho usa o InDesign pra diagramaĂ§Ă£o. Como todo programa da Adobe, ele tem formato proprietĂ¡rio para ediĂ§Ă£o, e que nĂ£o Ă© compatĂ­vel com o Scribus, obviamente. Consegui me adaptar relativamente bem ao software alternativo, porĂ©m nĂ£o posso mais fazer edições do meu computador pessoal, o que Ă© um empecilho e tem me obrigado a concentrar a ediĂ§Ă£o no prĂ³prio PC do trabalho. Como esta Ă© a menor parte da minha rotina, nĂ£o incomoda tanto no fim do dia.

Quanto ao Gimp, tenho sofrido um pouco com ele. Minha maior reclamaĂ§Ă£o no inĂ­cio da dĂ©cada era o fato de ele funcionar em janelas separadas, com cada opĂ§Ă£o espalhada pela tela. Era definitivamente um caos, mas hĂ¡ alguns anos a equipe de desenvolvimento colocou o modo de janela Ăºnica para funcionar, uma evoluĂ§Ă£o tremenda e que definitivamente faz a diferença no meu cotidiano. Das edições que tive que fazer nĂ£o encontrei muitos empecilhos, porĂ©m sofri com uma grande perda de tempo ao trabalhar com ediĂ§Ă£o em lotes. O Gimp corta corretamente todas as imagens, mas ainda nĂ£o encontrei um jeito de carimbar em lote, e quando fui tratar uma galeria de mais de 50 imagens tive que mexer com elas uma a uma. No fim das contas acabei dando a devida atenĂ§Ă£o a cada foto e tratando os detalhes de cada uma, porĂ©m nos dias de maior correria atrapalha bastante ter que ficar mexendo em item por item.

Sobre o Chromium nĂ£o hĂ¡ muito o que falar. Muitas instituições tem trabalhado para tornar suas aplicações compatĂ­veis com o Linux. Entre as aplicações estĂ¡ a Netflix, que nĂ£o usava em 2011 mas hoje Ă© totalmente usĂ¡vel. Lembro que quando fazia faculdade a instituiĂ§Ă£o em que estudava fazia streaming das aulas ao vivo pelo Silverlight, e nunca consegui ver as aulas de casa por conta da incompatibilidade. Hoje nĂ£o estudo mais, entĂ£o nĂ£o sei dizer se hĂ¡ compatibilidade plena ou nĂ£o (atĂ© onde sei o plugin caiu muito em desuso, e nĂ£o sei se ainda respira por aparelhos ou foi morto pela Microsoft). Por falar em navegador, as distribuições geralmente vem com alguma variaĂ§Ă£o do Firefox, porĂ©m sempre instalo os derivados do Chrome pela maior compatibilidade com formatos proprietĂ¡rios.

Do LibreOffice nĂ£o tenho muito o que falar. O programa tem evoluĂ­do de forma constante. Meu Ăºnico problema Ă© o espaçamento entre as linhas no Writer, que destoa bastante do utilizado pelo Word, mas nada que me tire muito tempo para mexer no dia-a-dia. Para ser bem sincero, usava o Word com mais frequĂªncia no meu local de trabalho, pois hĂ¡ anos nĂ£o tenho licença do Office da Microsoft e usava mais o Google Docs em casa.

Games

Um dos calcanhares de aquiles do Linux sempre foi relacionado aos jogos. InĂºmeras foram as vezes em que li “nĂ£o tem jogo” como um dos principais motivos para denegrir a plataforma, mas houve um avanço significativo nesse sentido.

A maior responsĂ¡vel por isso Ă© a Valve, com o SteamOS, que Ă© baseado em Linux e tem incentivado muitos desenvolvedores a lançar seus jogos em multiplataforma. Ainda faltam muitas opções? Sem sombra de dĂºvidas, porĂ©m a maioria (senĂ£o todos) dos games que jogo estĂ£o por aqui atravĂ©s da Steam. Stardew Valley? Confere. Chroma Squad? Com certeza! Terraria? TambĂ©m estĂ¡ aĂ­. Don’t Starve e Don’t Starve Together? Absolutamente disponĂ­veis. HĂ¡ uma variedade de tĂ­tulos da prĂ³pria Valve que sĂ£o compatĂ­veis com Linux, e tudo isso disponĂ­vel atravĂ©s da Steam.

E esse pinguim, joga ou nem?


A minha biblioteca Steam nĂ£o Ă© relativamente pequena (tem 250+ tĂ­tulos disponĂ­veis), e os que uso com mais frequĂªncia com certeza estĂ£o Ă  minha disposiĂ§Ă£o com um simples clique, evitando a necessidade da instalaĂ§Ă£o do Wine ou PlayOnLinux. Inclusive hĂ¡ sites que dĂ£o a opĂ§Ă£o de download de jogos diretamente pro Linux, dentre eles o GoG.com. Este, aliĂ¡s, foi o principal para me manter usando o Lubuntu, pois abrir mĂ£o da minha biblioteca de jogos seria algo muito doloroso, apesar de nĂ£o jogar com frequĂªncia no computador.

E, como citei alguns parĂ¡grafos acima, instalei o RetroArch para emulaĂ§Ă£o de jogos antigos. NĂ£o Ă© nada de extraordinĂ¡rio, pois jĂ¡ usava o aplicativo no Windows e sou bem familiarizado a ele. Reconhece meus paralelos de Dualshock perfeitamente e possibilita horas de diversĂ£o. No entanto, minha retrojogatina no PC diminuiu muito desde a chegada do meu FunStation, entĂ£o se nĂ£o houvesse algo tĂ£o intuitivo eu tambĂ©m nĂ£o enfrentaria problemas.

ConclusĂ£o

Anos apĂ³s ter saĂ­do do Linux, nĂ£o titubeio em concluir que hoje as coisas estĂ£o mais fĂ¡ceis para o usuĂ¡rio final do que nunca. É a opiniĂ£o de alguĂ©m que jĂ¡ era entusiasta da plataforma hĂ¡ algum tempo e que nunca escondeu o descontentamento com a falta de opções em alguns pontos especĂ­ficos. Hoje, de volta Ă  plataforma, posso dizer que dificilmente vou utilizar outro sistema operacional em meus computadores pessoais se depender Ăºnica e exclusivamente da minha vontade.


Para essa conclusĂ£o pesam diversos fatores, sendo o amadurecimento da comunidade o principal deles, bem como a disponibilidade de soluções que me satisfazem no cotidiano. Outro fator determinante Ă© nĂ£o precisar piratear o coraĂ§Ă£o do meu computador. NĂ£o que eu nĂ£o gaste com software. Minha biblioteca Steam e os aplicativos que comprei no smartphone sĂ£o as principais provas disso, mas nĂ£o pretendo desembolsar uma bela quantia pela licença do Windows 10, fora a tremenda falta de respeito que seria piratear o sistema e os sofwares de uso profissional. As licenças que possuo permanecem guardadas em seus devidos lugares para algum uso futuro, caso necessĂ¡rio, mas sem sombra de dĂºvidas o Linux Ă© o sistema operacional que passa a imperar no meu cotidiano.

segunda-feira, 13 de março de 2017

CoraĂ§Ă£o Das Cartas 10B - A atualizaĂ§Ă£o de aniversĂ¡rio do Clash Royale


Sejam bem vindos a mais uma ediĂ§Ă£o do CoraĂ§Ă£o das Cartas. Desta vez trazemos o episĂ³dio 10B, gravado Ă s pressas apĂ³s o anĂºncio da atualizaĂ§Ă£o de aniversĂ¡rio! Nesta ediĂ§Ă£o vocĂª confere informações sobre as novas cartas, balanceamento que jĂ¡ tĂ¡ no ar e muito mais. Aperte o play logo abaixo ou clique aqui pra ouvir no YouTube.



Relacionados:
JĂ¡ rolou bug n'O Tronco pĂ³s-update 
Tem baĂº mĂ¡gico grĂ¡tis em comemoraĂ§Ă£o ao aniversĂ¡rio do jogo
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Multiverso no Telegram

ClĂ£s recomendados:
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quarta-feira, 8 de março de 2017

CoraĂ§Ă£o das Cartas 10a - O aniversĂ¡rio do Clash Royale


Sejam bem vindos a mais uma ediĂ§Ă£o do podcast CoraĂ§Ă£o das Cartas. E neste episĂ³dio nos começamos um especial sobre o aniversĂ¡rio de um ano do Clash Royale. Na parte A do dĂ©cimo episĂ³dio, Tio RD e Hiruk comentam sobre o histĂ³rico de versões do jogo atĂ© a data de publicaĂ§Ă£o deste podcast. Venha conferir a ediĂ§Ă£o, aperte play bora escutar!



IMPORTANTE: A segunda parte sai na sexta-feira (10). Continuem atentos! Clique aqui e ouça no YouTube!

quarta-feira, 1 de março de 2017

VocĂª sabe o significado daquelas letrinhas que ficam nos nomes das ROMs?

Aposto que boa parcela dos jogadores responderia a pergunta do tĂ­tulo com um belo e sonoro "NĂ£o". Muitas vezes baixamos uma ROM que vem nomeada como "Jogo do Tirulipa 1.1 [o][T+Eng][!].gba" e nĂ£o fazemos ideia do que essas letras que ficam entre as chaves significam.  Geralmente essas legendas sĂ£o relacionadas diretamente ao processo de "Dump" da ROM, que Ă© a cĂ³pia dos dados do cartucho/CD/DVD/Whatever diretamente para o computador
.
Mas qual dessas ROMs eu baixo?

É uma coisa que inclusive nos deixa em dĂºvida ao baixar determinada ROM e sempre tem quem se pergunte: "Mas qual eu baixo? Porque a que baixei nĂ£o rodou?". Eis que trago a soluĂ§Ă£o. Abaixo vocĂª confere a listagem das legendas que acompanham as ROMs:

Legendas PadrĂ£o:

[a] - Alternate - A rom apresenta mais de uma versĂ£o que pode apresentar diferenças.
- Bad Dump - Dump mal sucedido, ROM apresenta problemas.
[Beta #] - É um Dump de uma ROM beta, que estĂ¡ em fase de desenvolvimento, jĂ¡ o # Ă© o nĂºmero da versĂ£o.
[BF] - Bug Fix - A ROM passou poru um fix pĂ³s-Dump, ou seja depois que foi Dumpado sofreu alguma programaĂ§Ă£o para corrigir algo.
[c] - Cracked - A placa ou chip que apresenta proteĂ§Ă£o sofreu alguma alteraĂ§Ă£o para que o Dump fosse possivel. (Seja fisica ou por meio de programaĂ§Ă£o)
[f] - Other Fix - A ROM foi reparada de outro mĂ©todo como uso de patches ou seguindo regras de outra ROM que possui programaĂ§Ă£o ou proteĂ§Ă£o semelhante.
[h] - Hack - ROM alterada diretamente por reprogramaĂ§Ă£o.
[ o] - OverDump - Uma ROM com overDump significa que os dados adicionais ou extras foi Dumpado, mas que nĂ£o contribui nada para ser emulado, Ă© uma ROM suja a curto modo. (É como se fosse dados “NULL” que preenchem um Game)
[p] - Pirate - É uma ROM de origem pirata,.
[t] - Trained - ROM jĂ¡ vem com um trainer eimbutido, possibilitando vĂ¡rios cheats.
[T] - Translation - ROM previamente traduzida nĂ£o oficialmente (Geralmente o T Ă© seguido com a lĂ­ngua traduzida, exemplo: [T+Port] = TraduĂ§Ă£o para PortuguĂªs)
(Unl) - Unlicensed - Dump de games ou aplicações nĂ£o licenciadas (Ex: Fun Car Rally do Genesis que nĂ£o foi licenciado pela Sega)
[ x] - Bad Checksum - Cada ROM possui um numero que indica se todos o bytes de informaĂ§Ă£o estĂ£o corretos, se os 2 estĂ£o corretos Ă© um Good checksum, mas se forem diferentes acaba resultando em uma Bad Checksum (É um assunto complicado, mas um Bad Checksum nĂ£o Ă© tĂ£o problemĂ¡tico)
ZZZ_ - Unclassified - ROM que nĂ£o recebeu classificaĂ§Ă£o alguma.
[!] - Verified Good Dump - ROM livre de erros e falhas que prejudicaria sua emulaĂ§Ă£o.
(???k) - ROM Size - É o tamanho da ROM sem compressĂ£o EX: (1024k)

Legendas dos PaĂ­ses de Origem da ROM :

Serve para vocĂª saber a regiĂ£o original do jogo.

(A) - Australia
© - China
(E) - Europa
(F) - França
(FN) - Finlandia
(G) - Alemanha
(GR) - Grécia
(HK) - Hong Kong
(I) - Italia
(J) - JapĂ£o
(K) - Coréia
(NL) - Holanda
(PD) - Dominio PĂºblico (Sem fins lucrativos)
(S) - Espanha
(SW) - Suécia
(U) - USA
(UK) - Inglaterra
(Unk) - PaĂ­s Desconhecido

(-) - PaĂ­s Desconhecido

Agora que vocĂª conhece as legendas fica mais fĂ¡cil identificar qual a ROM correta para rodar no seu emulador/emulador portĂ¡til. Isso explica tambĂ©m aqueles ROMSets que vem com 10 mil jogos pra consoles que muitas vezes nĂ£o tiveram mais de 500 lançados em sua vida Ăºtil: o nĂºmero do pacote Ă© grande pois ele contĂ©m vĂ¡rias versões de um mesmo jogo.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

O podcast oficial dos desenvolvedores de Clash Royale Ă© muito bom!

Enquanto na redaĂ§Ă£o do Multiverso Convergente tiramos alguns dias de recesso por conta do carnaval (venhamos e convenhamos, a agenda estĂ¡ um pouco apertada para as gravações, fora que a ediĂ§Ă£o mais recente nĂ£o contou com a colaboraĂ§Ă£o da nossa gloriosa internet, o que atrapalha um pouco), nos mantemos antenados em tudo o que ocorre na cena do Clash Royale.


E na Ăºltima terça-feira (21), os desenvolvedores lançaram no canal oficial do jogo no YouTube o podcast Radio Royale, que Ă© nada mais do que uma sĂ©rie oficial de podcasts sobre o jogo. Lembrando que a iniciativa de podcasts sobre jogos da Supercell jĂ¡ Ă© antiga, com vĂ¡rios programas gringos sobre Clash Of Clans e Clash Royale (atĂ© onde sabemos o CoraĂ§Ă£o das Cartas foi o primeiro brazuca a tratar do Royale, e nĂ£o conhecemos nenhum sobre Clash Of Clans ainda, mas pode rolar, nĂ©?), mas atĂ© entĂ£o nada de oficial havia sido lançado.

Enfim, na primeira ediĂ§Ă£o do podcast oficial dos desenvolvedores o tema foi "Cards We Killed" ou, em traduĂ§Ă£o livre, "Cartas que nĂ³s matamos". Os apresentadores discorreram sobre ideias de cartas que foram deixadas pra trĂ¡s hĂ¡ algum tempo, sendo elas: Mega P.E.K.K.A., PĂ´nei de TrĂ³ia, Lançador BĂ¡rbaro e O Fantasma. Parece bacana, nĂ£o? De fato Ă©. O programa tem duraĂ§Ă£o de aproximadamente 15 minutos e Ă© muito bom, porĂ©m fica o alerta: o podcast Ă© em inglĂªs (mas pensamos em fazer uma traduĂ§Ă£o e postagens de resumo sobre cada episĂ³dio em breve, ok?).

Caso queiram ouvir, segue o primeiro episĂ³dio do Radio Royale abaixo:



segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

CoraĂ§Ă£o das Cartas 09 - Balanceamento Épico


Sejam bem vindos a mais uma ediĂ§Ă£o do CoraĂ§Ă£o das Cartas, seu podcast sobre Clash Royale. Nesta semana fizemos uma ediĂ§Ă£o breaking news para falar sobre o mais recente balanceamento promovido pela Supercell, bem como nossas apostas sobre o que deve virar o meta apĂ³s essas alterações.

É o balanceamento Ă©pico entrando em jogo. AlĂ©m disso comentamos tambĂ©m sobre alterações no baĂº do clĂ£ e o possĂ­vel fim dos trofĂ©us lendĂ¡rios (!). Tudo isso e muito mais na ediĂ§Ă£o dessa semana do podcast. Aperte o play abaixo e seja feliz escutando nossos palpites!



IMPORTANTE: Esta foi nossa primeira ediĂ§Ă£o gravada via Discord. Infelizmente sofremos com alguns problemas sĂ©rios de cortes de Ă¡udio por conta do hardware utilizado e tambĂ©m a qualidade de conexĂ£o. Pedimos a compreensĂ£o para alguns trechos que provavelmente sejam de difĂ­cil compreensĂ£o, mas iremos corrigir os problemas jĂ¡ na prĂ³xima gravaĂ§Ă£o.


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Links relacionados:

Discord do Multiverso Convergente
Multiverso no Telegram


ClĂ£s recomendados:
Souls Of Honor (competitivo/ativo) - #GU98CCR

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

CoraĂ§Ă£o das Cartas 08 - A ExecuĂ§Ă£o do ArĂ­ete nos 4k


E chegamos a mais uma ediĂ§Ă£o do podcast CoraĂ§Ă£o das Cartas. Neste capĂ­tulo vocĂª confere nossos pitacos sobre a introduĂ§Ă£o do Executor e do ArĂ­ete de Batalha no Clash Royale. AlĂ©m disso hĂ¡ uma novidade: Tio RD chegou aos 4k no jogo! Ouça o episĂ³dio desta quinzena:



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Citados ao longo do cast:

Discord do Multiverso Convergente
Multiverso no Telegram

Deck citado no podcast:

Muitas LendĂ¡rias 

ClĂ£s recomendados:
Souls Of Honor (competitivo/ativo) - #GU98CCR

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

CoraĂ§Ă£o das Cartas 07 - Aquele em que voltamos das fĂ©rias

Antes tarde do que mais tarde, retomamos o CoraĂ§Ă£o das Cartas. E nesta ediĂ§Ă£o vocĂª confere um resumo do que rolou na vida dos apresentadores durante as fĂ©rias, novidades em relaĂ§Ă£o ao Clash Royale e da nossa comunidade, alĂ©m das mudanças pelas quais o podcast vai passar nos prĂ³ximos dias. Confira a ediĂ§Ă£o gigante dessa semana a seguir:


NOVIDADE: A partir desta ediĂ§Ă£o vamos jogar os Ă¡udios tambĂ©m no YouTube. Clique aqui e confira o episĂ³dio da semana por lĂ¡! Quer ouvir o podcast em segundo plano pelo YouTube? Instale este aplicativo aqui no seu Android para poder fazer isso.


Citados ao longo do cast
Vainglory
Mobile Legends
Bomber Friends
Pokémon Prism (reddit do jogo)
Right Click to Necromance
Jefoliver (Youtuber de Vainglory)
Sr DW (Youtuber amigo da equipe)


IMPORTANTE - O Proud Army no Clash Royale acabou oficialmente. Confira a seguir as tags de clĂ£s recomendados pela equipe:
Souls Of Honor (competitivo e no qual estĂ¡ atualmente o Tio RD/Roberto) - #GU98CCR
EsquadrĂ£o BR (casual) - #20R9CPRJ
Gaming Soul (casual e mantido pelo Dayto/Renato) - #JPGU00V

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Mobile Legends é aquele MOBA que roda até no seu tablet xing-ling

Aaaah, o maravilhoso mundo dos joguinhos. Existem vĂ¡rios gĂªneros nos mais diversos lugares, para agradar todos os tipos de gosto (atĂ© os mais bizarros). E se tem um gĂªnero especĂ­fico que tem sido lucrativo na indĂºstria gamĂ­stica esse Ă© o Multiplayer Online Battle Arena (MOBA). NĂ£o Ă© exatamente uma febre e sim algo mais consistente, que vem se consolidando no mercado hĂ¡ tempos.

Os maiores expoentes dessa linha sĂ£o Dota 2, da Valve, e League Of Legends, da Riot. É Ă³bvio que existem clones que usam a mesma mecĂ¢nica em PCs e Consoles. Mais Ă³bvio ainda Ă© a existĂªncia de adaptações para dispositivos mĂ³veis. Nos mobiles o jogo mais conhecido Ă© Vainglory, da Super Evil Mega Corp, game que eu nĂ£o instalo porque o nome da developer Ă© CorporaĂ§Ă£o Super do Mal meu telefone tem sĂ©rios problemas de desempenho durante as partidas.

EntĂ£o decidi vasculhar as lojas de aplicativos, fĂ³runs, subreddits e afins em busca de um jogo semelhante, atĂ© que cheguei a Mobile Legends. As indicações apontavam que o game tinha mecĂ¢nica bem fiel aos dos PCs e jogabilidade facilitada, alĂ©m de ser relativamente leve. O que de fato Ă©. Pra se ter uma ideia, consegui rodar o Mobile Legends no meu (agora finado) iPhone 4.


O jogo Ă© desenvolvido pela Youngjoy e publicado pela Moonton para Android e iOS. Ele vai direto ao ponto no começo e tem um tutorial curto, alĂ©m da partida contra bots para apresentar as noções bĂ¡sicas de jogabilidade. Quem jĂ¡ teve contato com MOBAs anteriormente se adapta facilmente e pode achar o tutorial bem intuitivo. JĂ¡ aqueles que nunca jogaram algo do gĂªnero podem estranhar tanta informaĂ§Ă£o de imediato (falo por experiĂªncias que presenciei, ensinando alguns amigos a jogar para montarmos um time bacana).

O mais interessante Ă© que Mobile  Legends transporta para os dispositivos mĂ³veis uma experiĂªncia quase completa dos MOBAs e hĂ¡ opções de se jogar no 5v5 em modo de batalha, em partidas rankeadas (que valem os famosos elos), contra bots (modo recomendado para quem estĂ¡ começando e/ou quer aprender como usar determinado personagem), alĂ©m do Brawl Mode, onde os campeões se enfrentam em uma Ăºnica lane, modo que Ă© excelente para aprimorar o trabalho em equipe definir estratĂ©gias de combate para os personagens.

Campeões



Como todo MOBA que se preze, Mobile Legends tem uma certa variedade de campeões. O que cabe chamar atenĂ§Ă£o, no entanto, Ă© que boa parte deles Ă© inspirada em personagens famosos. Temos o sprite do Dante, de Devil May Cry, alĂ©m do Akai, herĂ³i totalmente chupado do Po, de Kung Fu Panda.

As classes dos campeões sĂ£o as de sempre, com magos, tanks, suportes, soldados e afins. E Ă© possĂ­vel adquirir herĂ³is utilizando os Battle Points (BP), que sĂ£o ganhos em batalhas, ou Diamantes, que podem ser comprados com dinheiro real. AliĂ¡s, os diamantes tambĂ©m servem para comprar skins e outros itens interessantes.

TambĂ©m hĂ¡ alguns herĂ³is que esporadicamente entram no jogo e sĂ£o disponibilizados apenas a quem investe uma grana, seja qual for a quantia. Uma das heroĂ­nas cuja aquisiĂ§Ă£o funcionou dessa forma foi a Freya. Mesmo que vocĂª gastasse R$ 2,99 e comprasse 50 diamantes jĂ¡ era possĂ­vel desbloquear ela.

Desempenho

Como o meu título deixou claro, o jogo tem um desempenho bacana até mesmo em dispositivos mais fracos. Mesmo que seu tablet seja xing-ling ele pode rodar o game, desde que tenha Android 4.0 ou superior.

É possĂ­vel escolher se vocĂª quer jogar com os grĂ¡ficos no low, medium ou high, o que facilita bastante e colabora em aparelhos mais fracos. AliĂ¡s, recomendo fortemente a jogatina em tablets ou smartphones que tenham telas com mais de 4.5'. Telas um pouco menores podem dificultar a legibilidade de algumas telas do jogo como um todo (acredite, era quase impossĂ­vel ler todas as letrinhas em telas relativamente pequenas).

Problemas da comunidade

Eu nĂ£o poderia fazer uma postagem sobre o jogo sem contar um de seus maiores problemas: a comunidade. SĂ£o os jogadores que ditam a popularidade de um determinado game e, convenhamos, o mercado mĂ³vel carece de maturidade por parte de seus consumidores. É MUITO comum entrar em batalhas onde o time nĂ£o respeita divisĂ£o de lanes e acaba bagunçando tudo, alĂ©m de jogadores que simplesmente saem no meio da partida e deixam a equipe a esmo.

Esse tipo de situaĂ§Ă£o ocorre atĂ© mesmo nas partidas rankeadas e, para amenizar o problema, foi introduzido um sistema de recompensas por ser confiĂ¡vel (se vocĂª nĂ£o Ă© denunciado por outros jogadores e mantĂ©m desempenho razoavelmente bom, seu nĂ­vel de confiança fica em 100% e dĂ¡ pra ganhar alguns bĂ´nus), que acaba punindo os trolladores. Infelizmente os problemas ainda estĂ£o longe  de serem resolvidos por completo, e hĂ¡ algumas situações esquisitas, como por exemplo o dia em que tive de desvincular minha conta do Facebook, pois um cara que jogou mal na partida rastreou meu perfil e veio tirar satisfações apĂ³s termos perdido (sim, esse tipo de coisa acontece. Depois que bloqueei o cara vinculei meu perfil novamente por causa dos eventos).

A comunidade tambĂ©m Ă© cheia de jogadores que, ao invĂ©s de apenas jogar, perdem seu tempo em tretas desnecessĂ¡rias para discutir se o melhor Ă© Mobile Legends, Vainglory ou qualquer outro MOBA mobile. Semelhante ao que ainda ocorre na guerrinha Dota vs LOL por parte de alguns poucos jogadores que nĂ£o tem o que fazer da vida alĂ©m de acabar com o deboĂ­smo alheio.

No entanto, vale ressaltar que boa parte da comunidade de Mobile Legends Ă© receptiva e madura. VĂ¡rios jogadores levam as partidas a sĂ©rio, o que facilita construir um time bacana. AlĂ©m de tudo existe o grupo Mobile Legends Brasil, no Facebook, que conta com quase 50 mil membros e reĂºne um pessoal realmente bacana, o que facilita para trocar builds de campeões, dicas e mais.

AliĂ¡s, recentemente o pessoal da Moonton se tocou que era necessĂ¡rio um lugar para centralizar as informações do jogo, e foi lançado o site do Mobile  Legends, que reĂºne as principais informações relacionadas a tudo que acontece no jogo.

Caso vocĂª tenha se interessado pelo jogo, pode baixar a versĂ£o de Android ou a de iOS. E podem aguardar que em breve começaremos a postar frequentemente sobre o  Mobile Legends por aqui.

A Silent Wood: aquele jogo que remete à época dos MUDs

Se vocĂª Ă© alguĂ©m habituado ao RPG de Mesa, provavelmente jĂ¡ deve ter ouvido falar sobre ou jogado algum MUD (sigla em inglĂªs para Multi-user dungeon). Caso nĂ£o, eu explico o que Ă©: se trata uma modalidade de jogos em texto puro, que surgiram na dĂ©cada de 1970 e começaram a se popularizar nos idos de 1980.

Sim, os MUDs eram jogos de texto puro, sem grĂ¡ficos. Ou seja, naquela Ă©poca os jogadores abriam o site de algum jogo do gĂªnero e recebia uma tela preta contendo as descrições de tudo: cenĂ¡rios, ações, personagens, outros jogadores e afins.

Quando vocĂª abria um MUD, essa era a tela que te recebia.
A aventura era introduzida atravĂ©s do texto, e vocĂª interagia usando o teclado, para responder Ă s perguntas e executar ações. A maioria das aventuras eram inspiradas em Dungeons & Dragons e outros universos fantĂ¡sticos. Alguns anos atrĂ¡s eu reunia amigos para jogar algum MUD e passĂ¡vamos horas explorando essas terras de texto.
Este Ă© um exemplo de tela de MUD. No caso eu estava jogando o MUD Valinor

O que os fĂ£s da categoria mais gostam Ă© de como o fato do jogo ser apenas em texto te estimula a usar a imaginaĂ§Ă£o para criar um mundo bacana, e isso que torna esses jogos cada vez mais atrativos. PorĂ©m, com a chegada da era dos smartphones e tablets muitos acreditaram que os MUDs estavam fadados ao fim, o que nĂ£o Ă© necessariamente verdade.

HĂ¡ algumas pessoas, no entanto, que ainda mantĂ©m a chama dos RPGs de texto acesa. É o caso do pessoal da Ariyalion Games. Em 2014 eles lançaram um jogo bem bacana que segue esse estilo e o nome do game Ă© A Silent Wood (ou, na traduĂ§Ă£o, Uma Floresta Silenciosa) para Android e iOS. Ele adapta incrivelmente bem a experiĂªncia de um RPG de texto para os dispositivos mĂ³veis. VocĂª começa sozinho em um quarto e parte em busca de madeira, chegando ao ponto de construir uma vila. VĂ¡rias situações acontecem, tornando a aventura bem interessante no decorrer do jogo.
Esta Ă© a tela do simpĂ¡tico A Silent Wood

O adicional bacana Ă© que a interaĂ§Ă£o fica por conta de botões (e nĂ£o do teclado virtual), para facilitar as coisas, e hĂ¡ um som ambiente rolando, que vai mudando conforme a situaĂ§Ă£o (aliĂ¡s, recomendo jogar com fones de ouvido, para ter a experiĂªncia completa. Se vocĂª busca uma aventura simples e que abuse da imaginaĂ§Ă£o, A Silent Wood provavelmente Ă© a escolha certa. HĂ¡ versões gratuitas e pagas do jogo disponĂ­veis (no Android a paga custa 2,50, mas praticamente a diferença entre uma e outra Ă© o suporte a idiomas, como FrancĂªs, AlemĂ£o, Espanhol, PortuguĂªs, JaponĂªs e Coreano. PorĂ©m a versĂ£o gratuita jĂ¡ vem com a traduĂ§Ă£o para PortuguĂªs).

Se vocĂª se interessou pelo jogo, pode baixar clicando nos links a seguir: Android (Gratuito), Android (Pago) e iOS (Pago).

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

NĂ£o priemos cĂ¢nico: O CoraĂ§Ă£o das Cartas volta na sexta-feira (20)

É isso mesmo, pessoal. ApĂ³s alguns dias de fĂ©rias, a equipe estĂ¡ voltando Ă  ativa. O blog vai começar a ser mais movimentado, com anĂ¡lises, postagens sobre joguinhos e tudo mais, e hĂ¡ alguns leitores me perguntando sobre o retorno do CoraĂ§Ă£o das Cartas, nosso podcast semanal.

Podem ficar calmos, nĂ£o priemos cĂ¢nico, como diria o nosso grande herĂ³i Chapolim, pois o podcast voltarĂ¡ ao ar na sexta-feira (20), com uma super ediĂ§Ă£o especial falando sobre as novidades que rolaram de dezembro pra cĂ¡ e contando um pouco sobre os bastidores das fĂ©rias do Multiverso Convergente em geral.

AlĂ©m do mais, como resoluĂ§Ă£o para 2017 estamos planejando ampliar a nossa comunidade voltada ao Clash Royale. HĂ¡ jogadores buscando entrar no Proud Army por conta do podcast, e estamos avaliando algumas formas de abrigar toda essa galera, gerenciar tudo e ainda trazer conteĂºdo de qualidade para vocĂªs.

Enfim, 2017 estĂ¡ apenas começando e guarda muitas novidades, atĂ© mesmo seções voltadas a outros jogos especĂ­ficos. Continuem nos acompanhando em todos os nosso canais de comunicaĂ§Ă£o, pois em breve o podcast voltarĂ¡ com tudo!

Clique com o botĂ£o direito para ter um baita exĂ©rcito

Sabe quando vocĂª encontra um desses joguinhos viciantes e perde horas nele? Aconteceu comigo durante as fĂ©rias, quando meu irmĂ£o mais novo decidiu me apresentar um jogo que suga vidas: Right Click to Necromance. Ele foi desenvolvido pelo pessoal da Juicy Beast durante o Indie Speed Run 2015, que Ă© mais uma daquelas maratonas em que se cria jogos ao longo de um final de semana. Geralmente nesse tipo de evento surgem excelentes ideias, e o Right Click to Necromance Ă© mais uma delas.

Nesse jogo vocĂª entra no papel de um general necromante, que pode ressuscitar soldados inimigos para controla-los e fazer um exĂ©rcito que continua crescendo para sempre. Quando vocĂª derrota o exĂ©rcito inimigo, pode clicar com o botĂ£o direito e invocar os mortos para que eles te defendam. É uma mecĂ¢nica bem similar ao do Agar.io, que foi febre hĂ¡ algum tempo.

É uma mecĂ¢nica totalmente viciante e absurdamente envolvente por algum tempo. Isso ocorre porque o status do jogo estĂ¡ definido como protĂ³tipo, ou seja, hĂ¡ a mecĂ¢nica e um mapa apenas, com certa variedade de inimigos, mas depois de certo tempo de progresso tudo fica meio repetitivo.  Os prĂ³prios desenvolvedores assumem isso, tanto que na pĂ¡gina deles a duraĂ§Ă£o do jogo Ă© descrita como “a few minutes”, ou seja, “alguns minutos”.


No mais, Right Click to Necromance Ă© uma boa pedida para aquelas horas de tĂ©dio em que vocĂª busca uma diversĂ£o rĂ¡pida, fĂ¡cil e gratuita. O jogo estĂ¡ disponĂ­vel para download clicando aqui. AliĂ¡s, hĂ¡ uma adaptaĂ§Ă£o do jogo para Android. Ela foi nomeada como The Necromancer, e pode ser baixada na Play Store. Apesar de grĂ¡ficos visivelmente piores que a versĂ£o do PC, hĂ¡ um diferencial que Ă© o score, ou seja, vocĂª pode comparar o seu resultado com os dos amiguinhos. 

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