terça-feira, 2 de agosto de 2016

[Clash Royale] Guia do Tio RD para o “Deck Perfeito” – Parte 2 – Condições de Vitória

Na primeira parte do guia eu tratei sobre quais os principais tipos de deck e citei as chamadas condições de vitória. Mas o que de fato são elas? Muita gente se faz essa pergunta no começo do jogo, e quanto mais cedo você desvendar isso, melhor.


A condição de vitória é basicamente a carta (ou as cartas) que vai te fazer derrubar a torre adversária. Quando você define o seu tipo de deck tem de começar a pensar em qual será a sua condição de vitória.

Em um deck do tipo Cycle, por exemplo, geralmente a condição de vitória é o Corredor, ou o Mineiro. Todas as outras cartas são colocadas em campo para fazer com que o Corredor alcance e derrube a torre adversária. Depois de entender qual a sua condição de vitória chega a hora de pensar nas outras cartas. TODAS as cartas do seu deck devem ter utilidade em campo. Se considerar qualquer uma delas descartável, você está fadado ao fracasso na maioria das vezes.

Vou exemplificar o que disse acima destrinchando o deck Trifecta. Ele geralmente é composto de: Corredor, Valquíria, Mosqueteira, Coletor de Elixir, Esqueletos, Veneno, Canhão e Choque.
Eita deck piruleta!

O Canhão é utilizado de forma defensiva, quase sempre sendo a primeira carta colocada em campo. Ele serve para chamar a atenção das tropas adversárias, como outros Corredores, ou mesmo o Gigante, enquanto sua torre e outras tropas fazem o trabalho pesado.

O Coletor de Elixir serve para dar uma vantagem de elixir conforme a partida vai evoluindo. Notem que ele tem papel duplo: conceder a vantagem de elixir e também incitar o oponente a atacar de longa distância usando Bola de Fogo/Foguete. Como se trata de um deck barato, o Coletor seria dispensável (tanto é que em algumas variações do Trifecta ele nem é usado), mas ele serve muitas vezes de isca para ameaças que poderiam derrubar outras tropas do deck.

A Mosqueteira quase sempre é colocada atrás da torre. Aliadas, as duas servem para derrubar qualquer ataque que parta para cima da torre. 

A Valquíra geralmente é jogada na defesa e, quando sobrevive e chega à ponte, colocamos o Corredor atrás dela, para que ela seja utilizada no ataque e limpe defesas como Bárbaros, Goblins, Esqueletos e outras unidades baratas.

O Veneno é estrategicamente colocado em campo para enfraquecer as unidades alheias. Ele pode ser utilizado de forma ofensiva, fazendo com que o adversário fique sem defesas, ou defensiva, destruindo uma investida poderosa com apenas 4 de elixir. 

O Choque (Zap) é comprovadamente uma das cartas mais usadas no Clash Royale. Por apenas dois de elixir você tem uma unidade que elimina Goblins, Esqueletos e outras ameaças, e além disso paralisa temporariamente outras unidades por alguns milésimos de segundos, o que, em certas batalhas, pode ser o principal auxiliador na vitória.

Já os Esqueletos tem duas funções principais: ‘girar’ o deck, fazendo com que você possa ‘ciclar’ e obter outras cartas de forma mais rápida, e também distrair unidades poderosas e com grande poder de fogo. 

O Corredor aqui é a condição de vitória. Quando suas tropas sobrevivem a um ataque e sobem em direção à defesa adversária, colocar ele na formação faz com que seu oponente trema na base e fique sem reação.

Bacana, né? Quando você para e pensa, a formação Trifecta parece funcionar bem até mesmo sem o Corredor. E funciona. Eu já usei esse deck e substituí o Corredor pelo Gigante, e deu certo. A grande sacada do Corredor é que ele custa apenas quatro de elixir e se move muito rapidamente, o que faz com que se encaixe perfeitamente nessa combinação.

Com essa formação em mente você pode começar a pensar no seu deck. Durante muito tempo trabalhei com duas condições de vitória, sendo elas o Gigante Esqueleto e o Gigante.

Certa vez enquanto navegava por tópicos competitivos no reddit eu li que um deck harmonioso seria composto da seguinte forma:
Duas cartas de feitiços
Duas construções
Duas tropas de defesa
Duas condições de vitória

Nem sempre funciona dessa forma. Por exemplo, o deck Trifecta tem uma condição de vitória, um feitiço, uma construção e várias unidades que são usadas para rodar o deck. Sempre tenha em mente então duas coisas: o seu tipo de deck e a condição de vitória que quer usar.

Eu, por exemplo, subi usando um deck do tipo beatdown. Minha formação principal é composta por Bruxa, Bombardeiro, Cavaleiro, Choque, Coletor de Elixir, Servos, Espíritos de Fogo e Gigante. Todas as minhas cartas giram em torno da defesa, desde o Coletor de Elixir até a Bruxa. Primeiro foco em segurar o ataque alheio e, quando minhas tropas sobrevivem, coloco o Gigante na frente delas e contra-ataco. Assim todas as minhas tropas ficam responsáveis por defender também o Gigante, que vai chegar na torre adversária e causar dano enquanto toma porrada para que as unidades que vem atrás também consigam fazer algum estrago e derrubar o inimigo.

Espero que essa segunda parte do guia tenha sido um pouco esclarecedora, e com isso você já consiga montar um deck funcional. Você pode testar qualquer carta até chegar à sua combinação.
Pra finalizar eu deixo uma dica: quando começar a testar um deck você vai perder MUITO. Não se preocupe, isso é essencial. Perder vai fazer com que você aprenda quais os principais tipos de decks usados no metagame e também como contra-atacar qualquer estratégia.

Lembre-se sempre: você é tão bom quanto qualquer outro jogador, só precisa provar isso!

Amanhã eu encerro a série de postagens, e vou falar sobre troca de elixir e dar outras dicas gerais. Abraços a todos!

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

[Clash Royale] Guia do Tio RD para construir o “Deck Perfeito” – Parte 1

Você já deve ter passado por isso diversas vezes: constrói um deck bacana, ganha algumas batalhas, sobe de arena e começa a perder absurdamente. Depois você reformula o deck, usa uma combinação que não é efetiva e se esquece do que estava usando antes. Frustrante, não?

Com o guia que estou escrevendo espero ajudar vocês a construir decks e se adaptarem pra poder jogar com a combinação que quiserem. Lembrando: QUALQUER carta do Clash Royale é viável. Umas mais, outras menos, mas todas possuem utilidade.


Antes de definitivamente ensinar como montar a combinação ideal, vamos discorrer sobre os principais tipos de deck do metagame, e qual deles você mais gosta de utilizar. A seguir estão os que mais tenho visto:

Beatdown (ou, como gosto de chamar, ‘bate ou regaça’): Consiste em construir um deck pesado e eficaz. Geralmente sua condição de vitória gira em torno de uma combinação indefensável, ou quase. Exemplos de beatdown: Gigante + Bruxa, P.E.K.K.A. + Double Prince.

Uma combinação poderosa, porém frágil!


Cycle (também conhecido por bater e correr): Esse é o tipo de deck mais irritante contra o qual já joguei. É caracterizado por cartas baratas, e o nome cycle vem de ciclo, com o principal objetivo de rodar a sua mão e sempre ter cartas para atacar de novo, deixando o oponente sem reação. Exemplos de cycle: Corredor + Goblins, Trifecta, Corredor + Barril de Goblins e etc.
O pior pesadelo de quem tem um deck mais pesado!


Control (também conhecido por pedreiro): Os decks do tipo control consistem em criar uma situação onde o jogador defende todas as investidas do adversário e constrói o seu ataque aos poucos, fazendo assim com que uma investida seja o suficiente para derrubar a torre adversária. Exemplos de decks de controle: Decks de cabanas em geral, decks de X-besta ou de Morteiro.

Alguém aí tem um saco de cimento pra bancar essa coisa?
(Print ilustrativo, tirado antes da fornalha custar 4 de elixir)


Tempo (ou, como gosto de chamar, o “PUTAQUEPARIUELEVIROU”): Geralmente os decks do tipo tempo são os de defesa sólida. O jogador que utiliza raramente ataca, e só o faz quando o contador aponta 60 segundos, dando a vantagem de elixir. O principal objetivo é cansar o adversário mentalmente e ler o deck alheio, para assim saber como levar o jogo nos segundos finais. Exemplos de decks de tempo: Decks com Inferno + Bruxa + Gigante, Canhão + Mago + Golem.

Eu vou defender até você cansar, e quando jogar a toalha vou levar suas torres!


Esses são alguns dos principais decks contra os quais eu já joguei ao longo de toda a minha ‘carreira’ no Clash Royale. O primeiro passo para construir uma combinação eficaz é saber em qual tipo de jogo você se encaixa. Não necessariamente seu deck vai ser apenas de um tipo, podendo haver combinações misturando control e beatdown, por exemplo. Se você não se encaixa em nenhum desses perfis, há duas coisas que eu posso te dizer: parabéns pela criatividade, ou mude seu deck imediatamente.

Pensar fora da caixa não é necessariamente ruim, pois a surpresa é um dos principais fatores que ganham o jogo no Clash Royale. Então, como exercício de hoje vamos pensar em que tipo de jogador você é, para depois escolher qual tipo de deck você vai montar.

E para finalizar, quero deixar bem claro: VOCÊ VAI PERDER, MUITO. Não adianta o quão bom seja o seu deck, ele não será eficaz contra tudo. Mais cedo ou mais tarde você vai perder, então quanto mais cedo você admitir isso e decidir montar uma estratégia decente ao invés de culpar a Supercell, melhor pra ti.

Esta é a primeira parte do nosso guia. Minha próxima postagem será sobre condições de vitória.

quarta-feira, 13 de julho de 2016

Conheça o Adobe Muse

Tenho de confessar que sempre fui um cara cético quando o assunto se trata de programas focados na criação de sites. Quando comecei a estudar o básico da programação web passei a ler muito sobre os softwares que estavam em voga na época, e como muitos os achavam milagrosos. Posso citar aqui o clássico (e morto há muito tempo) Microsoft Frontpage. Em praticamente todos os lugares que eu buscava o conhecimento, 90% das pessoas apontavam o dedo para o programa e o acusavam de gerar código desnecessário, poluindo o arquivo fonte do site. Sem falar nas limitações do Frontpage, que realmente era voltado para quem quisesse criar sites institucionais.

Paralelo a ele corria o DreamWeaver, da Adobe, também focado na criação de páginas web, porém mais completo e com diversas possibilidades. Quem optava por escrever o código no DreamWeaver contava com ferramentas que tornavam a visualização do código mais amigável, e um sem fim de opções. Vale citar aqui também os criadores como Kompozer, NVU e outros, disponibilizados de forma gratuita.

Apesar de toda essa gama de opções, sempre optei por criar o que quer que fosse escrevendo os códigos desde o início, usando o glorioso Notepad++ para deixar tudo mais legível. Há alguns meses, porém, conheci o Adobe Muse. Confesso que tive pouco tempo para estudar todo o universo relacionado a ele, mas ouso dizer que se trata do sucessor espiritual do DreamWeaver, e muito melhorado. O programa é bem completo e descomplicado, possibilitando a qualquer um criar suas páginas com alguns poucos cliques. Além de tudo ele oferece toda uma biblioteca de plugins e widgets para incrementar as páginas, e conta com uma comunidade envolvida que ajuda a solucionar muitas dúvidas e resolver problemas que podem surgir durante o desenvolvimento de um site.


O Muse é bem completo, e com ele é possível criar sites de diversas proporções (desde uma página simples para um institucional até algo de proporções gigantescas e com design responsivo). Se você é uma daquelas pessoas que sempre quis criar o seu site, mas passa longe de plataformas como Blogger, Wordpress e WIX, o Muse se encaixa perfeitamente no teu perfil. Caso queira dar uma chance e experimentar, ele faz parte da suíte de aplicativos CreativeCloud. Neste canal aqui tem alguns vídeos bacanas para quem quer conhecer um pouco mais da ferramenta na prática. Há também o site Rede Muse Maníacos, que conta com muito conteúdo voltado para os usuários do programa e recomendo fortemente.  

sábado, 9 de julho de 2016

Crônicas Mitty – Capítulo 1



Capítulo 1

Otto sentia seu sangue ferver nas veias. Em poucos instantes seu fôlego quase zerara. Os olhos haviam mudado de cor, tomando um tom amarelado enquanto ele se focava no alvo. Os longos cabelos castanhos do rapaz pingavam devido ao suor. Ele encarava firmemente o monstruoso Dave, um soldado que media duas vezes o seu tamanho e era força bruta pura.

O treinamento ministrado pela Organização Mitty era relativamente simples qunado comparado ao proporcionado por sua família, porém Otto estava exausto depois de um dia inteiro de lutas contra oponentes muito maiores que ele. Seu semblante era totalmente o oposto do adversário, que se preparava para mais uma investida. Parecia que alguém de dentro da Organização estava tentando sabotar a entrada do rapaz, sempre colocando obstáculos impossíveis para serem transpostos, fossem eles algumas missões inventadas em lugares perigosos ou uma série de lutas contra dez soldados de elite. 

O vento soprava no campo de treino e, enquanto alguns membros com cargo mais alto da Organização assistiam a luta com olhar de desdém em relação a Otto, havia uma jovem ruiva que acompanhava a luta. Se tratava de Felícia, cujos olhos azuis estavam fixos na postura de Otto. Frente a frente com um dos oponentes mais fortes que havia enfrentado ao longo dos treinos, o rapaz sentia o olhar da moça focado em si. O jovem não desistiria facilmente da luta.

- Vai usar o mesmo truque enovamente? Rapazinho, você não tem gás para lidar comigo por mais tempo. - bradou Dave, ao perceber os olhos amarelados do adversário.

Otto não ligava para a provocação. Sabia que a energia estava no limite, mas precisava apostar tudo que tinha naquele último golpe. Que viessem mais lutas depois, mas ele não cairia ali. A tonalidade amarelada em seus olhos ficou mais forte. O jovem investiu contra o adversário e conseguiu perceber tudo que se passava ao seu redor. Ele pode sentir desde os pássaros sobrevoando o campo de treino até a poeira se levantando a cada movimento. Não era Otto que ficava mais rápido, era o mundo que ficava mais lento. A percepção de Dave era outra, ao ver o adversário se movendo em uma velocidade absurda. O soldado grandalhão tentou se defender, mas foi impossível.

Otto foi rápido ao desferir cinco socos com precisão cirúrgica nas pernas do oponente, que caiu em questão de segundos. O soldado não aguentaria mais um embate e desistiu. Surpresos, os supervisores que acompanhavam o treinamento declararam que aquela etapa estava concluída. 

- Falta apenas uma última atividade que lhe será anunciada em breve, e você poderá ser considerado um membro da Organização, jovem Fanyc. Por enquanto vá descansar, mas se lembre que poderemos lhe chamar a qualquer momento que nos for conveniente. - disse Alain Bornaz, membro de elite que analisava as lutas.

A comitiva dos membros de alto escalão saiu do local por uma das portas que levavam até a sede, enquanto o rapaz e seu oponente reuniam forças para se levantar. 

- Devo admitir que você me deu muito trabalho, rapaz. - disparou Dave enquanto se erguia.
- Obrigado pelo... Err...logio? - Otto estava confuso.
- Pode considerar que sim. É a primeira vez que vejo um oponente se fortalecer durante uma luta. E dominar a Visio em pleno campo de batalha não é algo que todo mundo consegue.

Visio era o nome da habilidade que Otto usara durante o combate. Assim que ativada, ela permitia ao usuário uma percepção maior de tudo que o envolvia, fazendo com que seu cérebro agisse mais rápido e enxergasse as coisas de forma mais clara. A Visio era usada geralmente por soldados de elite, mas a família Fanyc havia explorado suas possibilidades, a transformando em algo comum aos seus descendentes. Usuários comuns conseguiam desenvolver três níveis da habilidade, sendo o último alcançado por aqueles considerados quase deuses, enquanto os Fanyc conseguiam alcançar níveis ainda mais altos.

- Você percebeu, não foi? - questionou Otto.
- Só não viu quem não quis, rapaz. Você chegou ao terceiro nível. - Dave respondeu.
- Na verdade está mais para 1.5. Não alcancei nem o segundo ainda. - Otto afirmou, sem jeito.
- Ainda no primeiro? Garoto, não minta pra mim.
- Não estou faltando com a verdade, senhor. Sou considerado um dos mais atrasados quando se trata de habilidades na minha família. - a sinceridade no olhar de Otto era clara. 
- Que seja. Se você luta dessa forma e ainda não é desenvolvido, mal posso esperar para quando for moldado pela Organização.

Dave finalmente tinha forças para caminhar. Não admitira, mas os golpes que recebeu ainda doíam. Em todos os seus mais de dois séculos vividos ele nunca havia enfrentado alguém com tamanha força e potencial quanto Otto. Pensava consigo que o garoto seria excepcional, e saiu do campo de treino.

~~

Assim que todos saíram do campo de treino Felícia se aproximou de Otto. Ela preparava as mãos para, mais uma vez, curar os estragos que o jovem sofrera durante o dia. Seus cabelos ruivos balançavam furiosamente, refletindo a expressão que o rosto da moça apresentava.

- É bom você aprender a se curar rápido. Eu não posso perder todo um dia de serviço do esquadrão e ficar te observando apanhar. - bradou Felícia.
- Apanhar? Não é bem assim. Eu passei por cima de cada um dos adversários que a Organização me impôs. Eles apanharam de mim! - respondeu Otto, elevando a voz.
- Então me explica suas roupas estarem rasgadas e todos esses machucados no seu corpo. Seu idiota! - falou a moça, enquanto as mãos brilhavam tocando os ferimentos no corpo de Otto.
- Se não quer cuidar de mim então não assista as minhas sessões! É tão simples, senhorita Felícia Stewart. Se não quiser se incomodar com meus problemas, cuide duas suas missões! - o jovem parecia furioso. 

Otto não chamava Felícia pelo nome completo em situações comuns. Só fazia isso quando a moça o irritava. Ao ver que havia desestabilizado o rapaz ela caiu em si e mudou sua expressão.

- Me desculpa. É que não suporto ver você brigando sem necessidade. Não precisa provar nada pra ninguém, Otto!

Ele não respondeu de imediato. Percebeu que Felícia foi rápida em curar seus ferimentos e então se levantou. Olhou ao redor e viu que estava escurecendo. Muitas horas haviam se passado desde o começo da sessão, e então ele se deu conta de que a moça estava presente desde o início, não perdendo nenhuma luta e esperando que tudo acabasse para ampará-lo. Otto abaixou a guarda e abraçou Felícia.

- O que está acontecendo é muito maior do que eu. É o nome da minha família que está em jogo. É a paz da minha mãe e dos meus irmãos, e quem sabe até dos descendentes que estão por vir. Sei que não gosta do que tem visto desde que meu treinamento aqui começou. Estão pegando pesado pra me tirar fora, mas eu preciso conseguir, e preciso que continue sendo forte, Felícia. - Otto falou em seu ouvido.

A moça entendia o que estava acontecendo, mas não queria aceitar. Ela gostava de Otto desde que eram pequenos. Era sempre protegida por ele e quando cresceu os papéis se inverteram. Como sua família tinha boa relação com a Organização ela não teve maiores dificuldades para passar pelo treinamento e se alistar em um dos esquadrões. Fazia pequenas missões e tinha renda para se sustentar. Os Fanyc, no entanto, eram considerados renegados pela Organização, que só não havia declarado uma guerra aberta porque saibam da influência que a família tinha com pessoas importantes. Otto tentava acalmar os ânimos de todos ao passar pelo treinamento e almejava criar um bom relacionamento com Andrew Padilha, o diretor. Só assim a perseguição pararia, ou ao menos ele acreditava nisso. Porém doía em Felícia ver que o jovem sofria tanto ao lutar por um ideal. De repente a moça começou a chorar nos braços de Otto.

O rapaz a abraçou ainda mais forte e percebeu qual a motivação do choro de Felícia. A partir daquele momento ela chorava não por apenas ver o fardo que Otto carregava, mas sim porque decidiu carregar o peso do mundo junto com ele. Durante aqueles minutos, enquanto a noite começava a cair, Felícia só pensava na felicidade de Otto, enquanto ele só pensava na felicidade dela. Juntos eles saíram do campo de treino em silêncio, mas levavam consigo a certeza de que um estaria lá pelo outro, sempre que fosse necessário.

terça-feira, 5 de julho de 2016

O Batedor e a Caçadora - Prólogo


 Após a grande explosão, que remodelou o planeta e nossas vidas, os seres humanos evoluíram para uma nova espécie, os Mitty, seres excepcionais com mutações incríveis que lhes proporcionaram poderes inimagináveis.
 A junção dos continentes resultou no que hoje chamamos de Naroly, um único reino repartido em 50 distritos e diferentes classes Mitty. Logicamente cada classe é classificada de acordo com suas especificações físicas, místicas e “magicas”. Existem também seres que renegam a sua mutação, decidindo viver sem usar seus poderes. Essa não é uma prática incomum, muitos dos ancestrais dessa nova geração decidiram continuar com as vidas que levavam antes da explosão, mesmo com suas mutações.
 O hábito não necessariamente é passado em família. Vários Mittys, por ocorrência de algum trauma ou simplesmente em busca de redenção também aderem a essa prática. Para eles existe um distrito, um lugar onde podem viver tranquilamente suas vidas distantes daqueles que possuem poderes, o distrito 47. Esse distrito é conhecido por ser a habitação dos Humani, a classe daqueles que renegam seus poderes ou que tem poderes inúteis ou quase nulos, em si um distrito pacato, que remete muito às antigas cidades que um dia enfeitaram nosso planeta, em alguns pontos arranha-céus, em outros, pequenas vilas habitadas por cinco ou seis famílias.
 O mês é março do ano 2100 D.E. (depois da explosão). Especificamente ao sul do distrito, existe um vilarejo comum habitado por cerca de 150 famílias, algumas renegadas e outras meramente sem poderes. Ao leste do vilarejo, em uma praça simples, há árvores, quatro bancos espalhados, um em cada lado do parque, e uma quadra de esportes, onde podemos ver crianças soltas, correndo e brincando. Em um dos bancos há dois pais, ambos de meia idade, conversando sobre seus filhos, sendo um com poderes desconhecidos, mas supostamente fraco, de estatura média, cabelos pretos, olhos castanhos. O outro, um renegado, de porte atlético, cabelo de cor vermelho fogo e olhos cinzentos, um olhar morto.
 – Eu não sei o que fazer. Mesmo vindo de uma família renegada, Marín insiste em ser uma caçadora, diz que quer ir pra academia daqui a dois anos e eu não sei se estou preparado pra deixar minha filha partir, Victor – disse aflito o homem de cabelos vermelhos
– Vlad, eu diria que estou passando pelo mesmo problema. Eu sou um Humani de nascença, todos da minha família são.  No seu caso ainda existe uma tranquilidade, sua filha possui poderes, ela tem como se proteger, já no meu...   disse Victor, abaixando sua cabeça
 – Fala de Dylan?
– Sim, o garoto insiste em ser batedor, e eu já não sei mais o que dizer.  Não quero meu filho no meio de seres poderosos e perigosos, ele é um reles Humani não tem por que querer seguir esse caminho, mesmo assim ele sempre fala em como deve ser legal ter poderes e viver gloriosas batalhas –
– Me desculpe, acho que ele acaba sendo um pouco influenciado pela Marín, ultimamente a garota não para de falar sobre isso –
– Acho que não, Vlad.  Os dois são grandes amigos, possuem os mesmos objetivos... Mesmo ainda sendo crianças eu acho que estão bem convictos do que querem –
– Pois é, eu só não sei até onde isso pode fazer mal aos dois  –
– Marín, Dylan, hora de ir pra casa –
 Vieram de cerca de 50 metros de onde os homens conversavam duas crianças de dez anos correndo.  A menina possuía cabelos roxos, estatura média e olhos verdes, bem diferentes dos do pai. O menino possuía cabelos pretos, estatura média e olhos castanhos. Alguns diriam que se trata de uma cópia perfeita do pai. As crianças e os pais se despediram e foram cada um para um lado.
 Aquele foi o último encontro dessas duas crianças. Desde então 15 anos se passaram, e eu não sei qual foi o caminho que a Marín seguiu, mas continuo correndo atrás dos meus sonhos. Continuo tentando ser aceito na academia de recrutas. Havia tentado por cinco vezes nos últimos anos, mas sequer passei da prova física. Continuo tentando também dominar os poderes de minha família. Apesar de serem poucos, acho que consigo despertar alguma coisa a mais com eles. Não sei por que, mas tenho a sensação de que nossos caminhos irão se cruzar.

sábado, 2 de julho de 2016

Crônicas Mitty – Prólogo


A história do mundo pode ser divida em duas etapas: antes e depois da explosão. Antes dela os seres humanos viviam em seus respectivos continentes e pequenos universos, cada um com suas ambições, rotinas, decepções e lutas diárias.

Por volta do ano 150 A.E. (antes da explosão), tudo mudou. Tendo em vista a escassez de recursos naturais, várias nações entraram em guerra para garantir suas fontes de recursos e cada um tentou evitar que o outro se apossasse do pouco que tinha. Os confrontos começaram pequenos, primeiramente de forma política, tomando proporções cada vez maiores até chegar ao marco zero da linha divisória do tempo. A guerra ficou conhecida como Confronto do Recomeço, e foi marcada por milhares de mortes ao redor do planeta.

Em um dia há muito esquecido do mês de janeiro, agentes desenvolviam uma arma que combinava elementos químicos em um laboratório escondido na Rússia. Não se sabe ao certo qual das nações ordenou o ataque, mas todos os funcionários atuantes no local viram o momento em que o uma saraivada de balas caiu sobre as instalações. O local continha até mesmo elementos místicos, pois os pesquisadores buscavam criar a arma suprema, tendo estudado até mesmo a aura humana e sua fonte de energia para aplicar os conceitos àquilo que poderia causar destruição em massa.

Nenhum dos soldados ou generais inimigos ligava para isso. Sem se atentar ao estabilizador de matéria localizado na parte central do prédio, continuaram investindo de forma violenta. Na tentativa de evitar o vazamento de informações, os estudiosos acionaram bombas de autodestruição das instalações, o que gerou uma explosão de proporções catastróficas. Uma onda misturando elementos místicos e químicos se propagou pelo planeta. Plantas começaram a morrer e animais gritavam de dor. Os seres humanos, até mesmo os desprovidos de fé, sentiram uma perturbação imensa, mas não sabiam de onde vinha. Os recursos naturais, que eram cada vez mais escassos, foram se esvaindo aos poucos.

As placas que formavam os continentes começaram a se movimentar, todas para o mesmo ponto, como se estivessem em busca do ponto central da explosão. O caos se instaurou, e em pouco tempo todos os continentes se uniram apenas um. A água que permeava o planeta tomara uma coloração alaranjada, e as terras ficaram escuras, assim como uma noite sem luar. As matas se esvaíram, e a humanidade começou a pensar que o seu fim havia chegado.

O novo continente

A partir do incidente no laboratório localizado na Rússia, o calendário humano foi ‘resetado’. Algumas semanas depois começou a ser contada a nova linha na história do planeta, sendo que o que deveria ser fevereiro ou março voltou a ser janeiro.

Após a união do continente os líderes das extintas nações se uniram e fizeram um esforço para negociar a paz e cessar os conflitos. Como o mundo estava praticamente destruído não havia nada a perder durante a reunião. Após horas de debates e discursos inflamados ficou decidido que o novo continente seria dividido em distritos, enumerados de 0 a 49. Os detalhes geográficos seriam acertados posteriormente, e o nome da nova nação passou a ser, desde então, Naroly.

O fim da humanidade

Alguns anos depois da grande explosão a humanidade ainda se recuperava dos estragos sofridos e se adaptava à nova rotina, enquanto alguns pesquisadores obtinham mais informações a respeito de mutações. Desde a explosão os seres humanos passaram a testemunhar fenômenos nunca antes vistos, e aumentou o número de relatos sobre moradores que se transformavam em animais e depois voltavam ao normal. Aquele era o início do fim da raça humana.

Estudiosos conseguiram detectar alterações nos padrões de DNA da humanidade. A exposição ao material místico aliado a componentes químicos causou reações que surtiram efeito em quem nasceu no período após a explosão. A raça humana teve então o seu fim decretado pela natureza. Sem recursos naturais há anos, os agora fracos humanos deram espaço aos Mitty. Se tratavam de seres com aparência humana, mas DNA melhorado e expectativa de vida muito maior. Os novos seres possuíam grande capacidade a ser explorada.

quarta-feira, 29 de junho de 2016

As Crônicas Mitty


Pessoal, a partir de hoje começarei a postar por aqui alguns textos relacionados a um livro que produzi há algum tempo. Como o Multiverso se trata mais de uma iniciativa pessoal, decidi trazer este tipo de conteúdo para o blog em forma de postagens semanais.

Como perdi o arquivo original do livro, mas ainda mantenho a história, vou me organizar para fazer as postagens de forma semanal, todo sábado. Vou aproveitar todo o espaço disponível na lateral do layout também para organizar um pouco a seção de leitura e trazer novidades por aqui.

Lembrando que, como as postagens serão feitas no sábado, devo começar a partir do próximo (2/7) a trazer algum conteúdo novo por aqui. Espero também aumentar a frequência das postagens que faço, variando na produção de material.

No mais é isso, e aguardem por novidades!

terça-feira, 22 de março de 2016

Conheça "As Crônicas do Tio RD" em vídeo


Olá mais uma vez pessoal que acompanha o Multiverso Convergente. Após muito tempo, volto a postar aqui no blog, e mais uma vez para falar sobre o canal do YouTube. Na época em que eu ainda publicava no finado Sleopand, dei início a uma série de postagens chamada de "Crônicas do Tio RD", onde primeiro abordei minhas experiências com Mario 64, aí tive de encerrar a série por uma combinação de fatores, e depois retomei com Final Fantasy Tactics Advance, jogo que finalizei após muita labuta.

Desde então a ideia foi arquivada, pois, minha intenção era fazer esse tipo de conteúdo em vídeo. Foi aí que consegui um aparelho de telefone meio 'decente' e desde então venho me preparando para produzir algo em vídeo. No final de 2015 comecei uma série (bem rudimentar, por sinal) de vídeos sobre Pokémon HeartGold, e hoje já aprendi mais coisas, como edição, criação de layouts e afins.

Pra quem ainda não conhece, peço que deem uma chance às "Crônicas do Tio RD", acessando o canal aqui. E, até para aumentar o conteúdo do blog, irei postar os vídeos por aqui dentro de algum tempo.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

No caminho do canal havia uma formatação

A quem interessar possa.

Pessoal, infelizmente o canal do Multiverso Convergente sofreu uma parada e vai continuar assim por um período de tempo. Comecei uma série bacana sobre Pokémon Heart Gold que passou pelo Pokémon Randomizer mas, infelizmente, dependo do meu celular para jogar, e ele não é dos melhores. Se trata de um Moto E 1ª Geração, que tem um desempenho satisfatório até, porém sofre com muitos bugs. O último deles, relacionado à ROM do sistema, me fez formatar e perder praticamente todos os meus arquivos, sem chance de recuperação.

Ainda estou vendo se há um backup da Heart Gold que possa estar no meu computador, mas a situação não é muito animadora. Assim que tiver novidades volto a postar por aqui. E, caso não dê pra continuar a série, irei iniciar uma outra de franquia diferente. 

Até mais!

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

O dia em que eu conheci o Spotify

Sou do tipo de pessoa que gosta demais de ouvir musicas. Não só isso, como também podcasts, de vez em quando alguns tipos de rádios (pra me inteirar sobre as novidades), e sempre foi meio que natural usar sites como YouTube para escutar aquilo que não posso ou não quero comprar no momento. Mas, as coisas mudam, e nessas mudanças acabei conhecendo o Spotify.


Sempre ouvi falar bastante do serviço, e alguns colegas usam e diziam que mesmo o plano gratuito valia muito a pena. A ideia de não ter os arquivos em .mp3 no computador e fazer o que quiser com eles me assustava muito (e, convenhamos, ainda assusta), mas resolvi dar um voto de confiança e acabei me surpreendendo.

Descobri que o serviço possui um catálogo amplo (o que significa que muitas bandas que acompanho, inclusive aquelas desconhecidas tem álbuns por lá), e ainda tem as maravilhosas Playlists que podem ser montadas e compartilhadas por você (ao mesmo passo que dá pra descobrir as de outros usuários também), e as recomendações de especialistas, algumas montadas com base em humor e etc.

O que pra muita gente é um ponto negativo do plano grátis, a publicidade, não considero um problema. Muito pelo contrário, me sinto ouvindo uma estação de rádio, já que no meio de uma sessão de SOAD de repente aparece propaganda de Sertanejo Universitário. Definitivamente não é algo ruim, e ajuda a sustentar o serviço, além de dar a possibilidade de um plano gratuito para quem não pode (ou não quer) pagar o premium.

De qualquer forma, não vou esquecer o dia 16 de setembro de 2015, o dia em que conheci o Spotify e mudou o jeito que consumo música.

Multiverso Convergente - O Canal no YouTube

Uma das coisas das quais posso definitivamente me orgulhar é uma série que fiz chamada Crônicas do Tio RD, a qual escrevi quando o Sleopand ainda era ativo. Comecei uma série de postagens aleatórias contando o meu entendimento sobre determinados jogos conforme ia avançando no gameplay e o objetivo sempre foi chegar a fazer algo relacionado a Pokémon. Comecei a escrever sobre Mario 64, mas um problema com o emulador fez com que perdesse meu save, e desanimei a continuar. Após isso, comecei a jogar Final Fantasy Tactics Advance (GBA) e cheguei até o fim, descrevendo toda a experiência no blog. Agora, com o Multiverso Convergente, comecei a iniciativa Crônicas do Tio RD novamente, com uma série sobre Pokémon Heart Gold que passou pelo Pokémon Randomizer. O canal do Multiverso no YouTube está aberto a visitas, e quem quiser conferir pode acessar clicando aqui. Abaixo deixo o primeiro vídeo da série, como forma de amostra:



Algumas considerações:
• Os primeiros vídeos não tem a qualidade que eu queria, ainda estou aprendendo a lidar com isso, a ideia de gravar e etc;
• Sim, foi feito com captura de tela de celular. Não passa de um hobby no fim das contas;
• Vez ou outra tentarei fazer postagens aqui também trazendo os vídeos, mas não prometo nada.

sábado, 10 de outubro de 2015

Considerações após terminar Pokémon Diamond

Há alguns dias postei aqui sobre a minha jornada em um dos jogos que sempre quis jogar: Pokémon Diamond. Após longas 26 horas de jogo, cheguei ao final da história principal e bati a E4.

Infelizmente, exceto pelo Riolu, não me animei tanto com o pós-jogo. O principal fator foi lentidão, como um todo, do gameplay. As batalhas, demoradas demais, acabaram se tornando um pouco chatas, o que me desestimulou bastante. Bom, vou deixar aqui alguns pontos que me deixaram um pouco ‘desapontado’ com Diamond:
• A falta de Pokémon do tipo fogo é o principal. Como acabei escolhendo Piplup sem querer, tive de lidar com Ponyta em boa parte da jornada. E olha que só fui encontrar uma lá pela décima hora de gameplay. Até aí absolutamente nenhum Pokémon de fogo apareceu. Esse foi um grande defeito que não só eu, mas vários jogadores notaram pelo que observei em fóruns que ainda hoje falam dos jogos antigos da franquia. Pelo jeito Platinum corrigiu um pouco a Dex desfalcada de D/P, mas só poderei constatar isso após jogar, o que farei em breve.
• Como citei acima, o pós-jogo não me agradou muito. Há algumas coisas que parecem interessantes, como a captura do Heatran e outros lendários, além de pegar o ovo que contém Riolu, mas não me senti tão estimulado.
• Onde diabos foram parar os itens que restauram PP? Sério. Não sei se foi só comigo, mas não encontrei um bendito Pokémart vendendo Elixir, Ether ou similares. Os únicos que consegui foram encontrados no chão. Imagine a situação do cidadão chegando numa E4, após passar um bom tempo alimentando os monstros à base de frango e batata doce, não ver um só item de recuperação de moves na mochila. Gelei todo. A sorte é que upei meus bichinhos todos até o LV 80, e usei um pra cada membro da Elite ;D

Fora isso, gostei bastante do jogo, e tenho muitos pontos positivos:
• A trilha sonora do jogo é bem bacana, devo destacar. Combinou bem com o clima todo. Só não ganha da minha favorita, que é a de R/S/E, mas já tem lugar garantido no meu coração.
• O enredo me cativou bastante. Todos sabemos que história não é lá o ponto mais forte de Pokémon, mas toda a trama envolvendo os guardiões e o trio lendário foi bem construída. Em Platinum a trama gira em torno de Giratina, e minha expectativa é grande , ainda mais levando em conta que Sinnoh vira uma região mais fria por conta da neve.
• Alguns Pokémon introduzidos a partir de D/P realmente me agradaram bastante, como a pré-evolução do Chimecho, Chingling, e Munchlax, a pré do Snorlax.
• A mecânica do mel nas árvores é simplesmente genial. Depois das cabeçadas nas árvores em G/S/C e nada semelhante ter aparecido na terceira geração, gostei do que foi apresentado com o mel, que se aproveita bastante do relógio para funcionar.
• Por falar em relógio, a transição entre dia/noite e os Pokémon específicos de cada horário é um baita ponto positivo.

Enfim, são vários os pontos que gostei do jogo, como a inserção do Pokétch, o Pokéradar (com o qual consegui um Ditto!). Principalmente por conta da minha história com Diamond, posso dizer que a quarta geração dificilmente será esquecida por mim. Muitos podem considerar a pior até o momento, mas discordo fortemente. Como todas as outras, ela tem seus pontos negativos, mas nada que torne a experiência algo impossível. Se você faz parte dos que pularam a quarta geração, por qualquer que seja o motivo, deixo a sugestão: dê uma chance.

Depois deste post, estou começando a jogar Pokémon Platinum, e quem sabe faça mais alguns posts ou mesmo vídeos sobre a jornada.

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Redescobrindo Pokémon Diamond

Uma das minhas franquias favoritas no que se refere aos games é Pokémon. Desde que conheci a série, por meio da versão Ruby, em meados de 2006, me tornei um grande fã, daqueles que nunca deixa de jogar. Onde quer que vá carrego alguma versão comigo, que me proporciona horas e mais horas de diversão sempre que possível. Devido à minha recente mudança, decidi voltar a jogar a Diamond, que foi lançada para o Nintendo DS em 2005.

Lembro que quando os emuladores de Nintendo DS começaram a funcionar decentemente, isso já em 2006/2007, ainda rodavam muitos jogos com um lag imenso. Entre eles estavam Diamond & Pearl, mas isso não me desanimou a jogar Diamond e chegar longe na história. Infelizmente, nunca fui longe o suficiente para ver o fim do jogo e cumprir os objetivos pós-E4. Enfim, há alguns dias descobri um emulador chamado Drastic, que simula o DS perfeitamente dentro do Android. Comprei (paguei a bagatela de R$ 15), instalei no meu simplório Moto E, baixei algumas roms e comecei a jogar Diamond novamente.

Desde então a experiência tem sido maravilhosa e cada sessão de jogo é uma descoberta. Quando comentei com alguns amigos que estava voltando a jogar a quarta geração de Pokémon, atentaram para o fato de que Diamond & Pearl, especificamente, são muito lentos. As animações em batalha, o desenrolar da história, tudo combinando para um jogo arrastado demais. A princípio discordei fortemente, mas conforme foi passando o gameplay pude notar que meus amigos tinham razão, principalmente quando dei conta de que já haviam se passado 12 horas de jogo e eu tinha acumulado apenas duas insígnias, e me sentia sem paciência de continuar. Deixei o título de lado por alguns dias e voltei depois muito decidido a treinar meus monstrinhos de bolso. Assim que conquistei a terceira insígnia parece que tudo começou a andar mais rápido. No momento em que escrevo a postagem estou com seis insígnias conquistadas e acumulo 16 horas de jogatina. O jogo evoluiu muito nessas quatro horas, sendo que agora me encontro num momento crítico da trama, onde o Team Galactic está mexendo com o trio lendário. Não vou entrar em detalhes para não spoilar, mesmo que seja um jogo de praticamente 10 anos de idade, e que se trate de Pokémon.

O que mais tem me fascinado nessa segunda jogatina de Diamond tem sido as milhares de descobertas. Os apps do Pokétch (em sua maioria inúteis), o underground (que finalmente posso explorar e montar minha base), as mudanças de mecânicas e a própria história em si. A quarta geração é muito emblemática para minha pessoa por uma série de fatores, e entre eles está o fato de que joguei Ruby e Emerald por horas à fio, até finalmente ter contato com mecânicas melhoradas. Isso também levando em conta a minha primeira experiência com ‘a nova geração’ que, apesar de ter sido fascinante, foi um tanto quanto frustrante pelo lag dos emuladores da época (mas hoje, com meus amigos atentando para a lentidão natural dos jogos, me pergunto se era apenas o desempenho dos emuladores que afetava a Jogabilidade). Por muitos anos a quarta geração toda me foi inacessível, aí do nada consigo jogar, perfeitamente bem, com um desempenho aceitável, e ainda contando com o bônus do emulador rodar a quinta geração (sim, eu cheguei a ter contato com Black & White, e qualquer dia desses contarei a experiência por aqui), imaginem só o impacto desse tipo de coisa na minha vida, haha.

No fim das contas, estou redescobrindo Diamond, e aproveitando para conhecer os pedacinhos inéditos. Pra encerrar o post vou deixar abaixo o print com meus monstrinhos e apresentá-los:



Heru é meu Rapidash shiny. Fiquei horas caçando um Ponyta, e quando encontrei era justamente um shiny. Não tem sensação que descreva. Infelizmente escolhi um Piplup como inicial, mas foi sem querer, já que não curto muito aquáticos iniciais. Sempre escolhi os do tipo fogo, e sofri muito até encontrar Heru, que virou líder da equipe, mas não é tão eficiente quanto seria um inicial de fogo. O nome faz referência ao personagem principal do livro Shibumi, um dos meus favoritos e sobre o qual falei no Sleopand uma vez.

Shinji é um Luxray, que tem se provado um dos elétricos mais eficientes que tive o prazer de treinar. Ainda mais se comparar com outros como Pachirisu, isso vindo de alguém que saiu de uma terceira geração (com os incríveis Minum e Puzle). O nome é por causa do protagonista de Evangelion.
Akira está meio que sobrando. Se trata de um Drifblim, do tipo Ghost/Flying. Até agora não me convenceu em nenhum dos dois tipos, mas como ele me acompanha desde que era um simples Drifloon acabei me apegando. Quando encontrar algum tipo melhor, ele com certeza irá para a box. Creio que quem curte animes irá entender a referência do nome.

Asuka é uma Staraptor forte e indestrutível em batalha. Por muito tempo foi minha principal. Sou neutro com relação a Pokémon do tipo Flying, mas Staraptor me convenceu que eles podem ser úteis, e muito. O nome também é referência a Evangelion.

Por fim lhes apresento Akuma, o qual muita gente que jogou Diamond na época de lançamento no DS vai estranhar. A quem não jogou, explico: Akuma é um Manaphy, um lendário nascido de um ovo gerado por Phione (outro tipo lendário). Normalmente seria necessário um procedimento e tanto para conseguir o ovo (era preciso jogar Pokémon Ranger, zerar, abrir uma missão especial via Ranger Network e aí sim, ao término da missão, era possível conseguir o ovo para transferir aos outros jogos), mas como a Nintendo já desligou a rede do DS e o emulador não consegue simular essa função, acabei apelando para outros meios de conseguir o monstrinho (sim, posso colocar mais este pecado em minha lista). Sempre quis experimentar um tipo Water bacana, e não gosto de Buizel/Floatzel e outras opções disponíveis, aí acabei optando por Manaphy mesmo. Aliás, tenho a forte impressão de que ele se encaixa na categoria dos ‘restolhos’, mas tenho um apreço especial por ele.

O sexto slot está vago, pelo menos até eu encontrar algum tipo agradável (talvez um lendário, né?). As vezes coloco algum HM slave nele, e está fora de cogitação abrigar o inicial na minha equipe. Podem ralhar o quanto quiserem, mas não gosto de Piplup e sua linha evolucionária.

Bom, com isso vou finalizando o post, que já ficou extenso demais. Vou voltar ao jogo, e logo conto minhas outras experiências, já com a história bem avançada.

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