terça-feira, 5 de junho de 2018

Como me apaixonei por Lo-fi music


De acordo com a Wikipédia, Lo-fi “é um estilo de produção musical que usa técnicas de gravação de baixa fidelidade (low fidelity”)”. Normalmente, o Lo-fi ocorre quando um cantor ou grupo está sem grana para produção profissional, o que resulta em músicas gravadas na garagem ou algum estúdio improvisado, dando um ar realmente caseiro para a obra final.

Porém, como ocorre com a maioria das coisas que surgiram na era off-line, a internet fez questão de cunhar sua própria versão de Lo-fi, gênero que de uns anos pra cá começou a ganhar popularidade como algo de ritmo mais lento, notas simples e agradáveis.

Basicamente, o novo Lo-fi é pegar algo já estabelecido e transformar em “música de elevador” ou “música para ouvir no trabalho/escola”, o que não é necessariamente ruim.

Indo direto ao ponto, dia desses estava eu tranquilamente procurando alguma coisa para ouvir antes de dormir. Entre um dubstep e outro, eis que encontro uma obra prima: a trilha da Rota 209, de Pokémon Diamond & Pearl, remixada em Lo-fi.

Foram quase sete minutos da mais pura paz musical, e depois disso decidi me aprofundar no gênero. Acabei descobrindo também que há muitas produções de Hip Hop feitas nessa nova pegada, e músicas que ficaram muito legais.

Desde então, acabei virando mais um apaixonado por esse “novo Lo-Fi”. Mas e você, já havia sequer ouvido falar nesse gênero? Conte sua experiência nos comentários!


domingo, 3 de junho de 2018

Na expectativa: Forager

Jogos onde é necessário "craftar" itens me cativam muito. É justamente por isso que tenho dezenas de horas em Terraria e mais algumas dezenas em Stardew Valley, por exemplo. No entanto, não é qualquer game onde a mecânica se encaixa que acaba se tornando atraente - já que atualmente qualquer um pode baixar uma engine e lançar seu próprio jogo em questão de semanas.
Forager - Imagem: HopFrog/Reprodução

Porém, dia desses eu estava vasculhando o YouTube atrás de conteúdo bacana e acabei me deparando com Forager. Ele surgiu durante um desses eventos de game jam (competição na qual ficou em segundo lugar, aliás) e teve uma versão alpha disponibilizada para download.

O protótipo apresenta um game 2D de mundo aberto com exploração livre. Você precisa destruir alguns objetos no cenário para conseguir matéria prima, construir itens e expandir o mapa. É uma premissa vista anteriormente em diversos jogos. Porém, quando joguei a versão alpha, percebi que Forager tem um gameplay agradável e um visual muito bacana.

E tem muito mais gente que concorda comigo: segundo os desenvolvedores, mais de 70 mil jogadores testaram o protótipo - e o feedback foi bem positivo, por sinal. Depois de vários produtores de conteúdo e jogadores pedirem mais, a HopFrog deu início à produção de uma versão completa do game, que deve contar com mais de dez horas de duração e será disponibilizada no Steam em algum momento do outono do hemisfério norte - que começa em setembro.

De acordo com a página de Forager no Steam, a versão completa deve contar com:

  • Novas terras e biomas (desertos, cemitérios, montanhas nevadas, vulcões e muito mais!)
  • Acrescentamos uma mecânica de combate! (Masmorras, chefes, incursões, invasões noturnas, etc.)
  • Interação com NPCs. Encontre companheiros únicos com quem negociar ou conversar.
  • Mecânica de fazenda, que inclui a criação de animais e o cultivo de vários tipos de lavouras e ervas. 
  • Mecânica de arqueologia, que faz de você um desbravador profissional conforme explora ruínas, busca artefatos e exibe suas descobertas no seu próprio museu!
  • Mecânica de alquimia e inscrições rúnicas, que permite que você entre com tudo na mais louca fantasia mágica, 
  • destruindo grandes quantidades de recursos com uma única bomba ou criando árvores do nada com um poderoso livro de magias.
  • Mais de 16 habilidades novas para aprender e dominar, num sistema de aprimoramento livre que permite que você adapte sua experiência de jogo como quiser. 
  • Assim atingimos um total de 64 habilidades, cada uma capaz de desbloquear itens, estruturas ou modificadores de jogabilidade exclusivos!
  • Finalmente adicionamos eventos aleatórios!
  • Os novos jogos contam com um sistema de dificuldade.
  • Novos recursos, objetos, estruturas, animais, quebra-cabeças, segredos e muito mais! MUITO MAIS MESMO!
  • Recursos exclusivos do Steam!

Se interessou também? Infelizmente ainda não é possível fazer a pré-compra de Forager, mas o protótipo pode ser baixado clicando aqui. Abaixo, deixo um vídeo que mostra o gameplay.


Afinal, vale a pena comprar um Nintendo DS em 2018?

Nintendo DS modelo original - Foto: IGN
Talvez este venha a ser um tipo de artigo frequente aqui no MC. Afinal de contas, tempos atrás eu contei minha experiência sobre como era usar um iPhone 4 alguns anos depois do smartphone ficar completamente defasado.

Ocorre que, de alguns meses pra cá, tenho conseguido realizar alguns sonhos de infância, por assim dizer, e adquiri aparelhos que sempre quis ter. Entre eles está o Nintendo DS.
Sucessor do Game Boy Advance, o Nintendo DS tornou-se um dos consoles mais vendidos da história. Somando os números de todas as suas versões, ele vendeu 154,88 milhões de unidades, e conta com uma biblioteca de pouco mais de 5.100 jogos lançados, além do fato de que algumas de suas variantes possuem retrocompatibilidade com o GBA.

Todos os fatores acima listados contribuíram e muito para que o DS fosse considerado o portátil definitivo da Big N. E, definitivamente, ele foi um aparelho que quebrou paradigmas.
Lançado em 2004 no Japão, o console recebeu o nome DS pela tecnologia dual screen, ou seja, o jogador contava com duas telas à disposição: a superior, comum, e a inferior, sensível [mas nem tanto] ao toque. O nome do portátil, aliás, inspirou algumas franquias a adotarem a sigla DS em seus subtítulos, como foi o caso de Castlevania: Dawn of Sorrow [e também o que ocorreu no 3DS com Kingdom Hearts: Dream Drop Distance].

Bicho lindo esse DSi, viu! 
O formato do DS também era amigável para o transporte: bastava fechá-lo e dava para levar a qualquer lugar. Jogatina rápida no metrô? Totalmente possível. Algumas fases de Mario na fila do banco? Sim, senhor. Capturar alguns Pokémon enquanto andava de ônibus? Claramente!
Isso sem falar na revolução que foi a chegada da conexão via Wi-Fi, tornando possível jogar em conjunto com outras pessoas na mesma sala ou do outro lado do mundo, sem necessidade de usar adaptadores que transformavam os antecessores em verdadeiros monstros.

Enfim, apresentado o console e dado seu histórico, vamos à pergunta que dá nome à postagem: afinal, vale a pena comprar um Nintendo DS em 2018? A resposta, sem muita enrolação, é que sim, vale e muito a pena. Nas próximas linhas apresento os pontos que embasam meu argumento.

Biblioteca

O Nintendo DS, de acordo com especialistas da internet, teve mais de 1.200 títulos lançados. Qualquer coisa virava um game pro DS. Tactics? Sim. RPG japonês? Claro! Crossover de luta entre os personagens da Jump? Confere. Jogo tosco com personagens da Marvel? Também.

Algumas variantes do portátil ainda tem retrocompatibilidade com cartuchos de GBA, o que acaba ampliando ainda mais a já vasta biblioteca de jogos compatíveis com o DS.

Provavelmente, aquele RPG tático obscuro que você adora tem algum port para o console. Não apenas há uma grande variedade de títulos para o portátil, como também facilidade em adquiri-los. É muito fácil encontrar em grupos de classificados, OLX, Mercado Livre e afins, jogos com o módico preço de R$ 20. Já vi alguns jogos da franquia Carros por R$ 9,90, com direito a caixa e tudo.

Há alguns games que acabam sendo um pouco mais caros, como os de Pokémon, The Legend Of Zelda, Mario e qualquer outra coisa que seja puramente Nintendo, mas esses jogos podem ser acessíveis de outra forma, o que me leva ao próximo tópico.

R4

Não é necessário fazer um desbloqueio cheio de gambiarras, aplicar solda na placa ou fazer rituais para poder aproveitar de backups de jogos em um Nintendo DS.

A facilidade existe por conta dos cartões R4. Eles funcionam como cartuchos piratas, nos quais você pode colocar um micro SD e carregar centenas de joguinhos.

Os preços começam em R$ 40 e alguns cartões mais... elaborados, digamos assim, podem ser encontrados por até R$ 200. Isso porque com um R4 é possível não apenas rodar ROMs do DS, mas também aplicativos de homebrew – como tocadores de vídeo e música, por exemplo – e até mesmo emuladores de consoles mais antigos.

Preço
Esse é um fator que pode variar de região para região, e ainda tem muita gente sem noção que vende console antigo a preço de ouro. No entanto, pesquisando bem, é possível encontrar verdadeiros negócios da china quando se pretende comprar o portátil.

Em dezembro de 2017, eu vi um Nintendo DSi à venda por R$ 120 em um grupo do Facebook. O console vinha acompanhado de um R4 (que não funcionava na versão mais recente do firmware) e mais dois jogos, de acordo com a postagem. No mesmo dia, vendi meu FunStation e comprei o DSi.
Não é raro encontrar anúncios de variações do DS por esse preço, às vezes até mais barato que isso. As variantes mais caras tendem ser as retrocompatíveis com GBA, bem como as edições especiais de Pokémon, por exemplo.

Conclusão

Além dos pontos acima citados, o DS vale a pena por itens como hardware durável, bateria (registrei seis horas ininterruptas de jogatina no R4 e o console aguentou bem e, quando acabei, ainda restavam dois pontinhos de carga) e, claro, a portabilidade.

Existem outras opções no mercado atualmente? Com certeza! O PSP e o OS Vita, por exemplo, são portáteis que você pode preferir se quiser apostar em emuladores, e o próprio 3DS – que em breve deve ganhar uma postagem por aqui – também pode ser encontrado por um preço bem em conta. Mas, definitivamente, o Nintendo DS ainda é um console portátil a se considerar.

E você, acha que compensa comprar um DS em pleno 2018? Pode deixar sua opinião nos comentários!

quinta-feira, 17 de maio de 2018

Das grandes às pequenas telas: minha moda favorita!

Hey Guys, dando início a ressurreição do Multiverso Convergente, especialmente à minha volta ao corpo de escritores/editores do blog, eu preparei um pequeno texto sobre algo que vem me fascinando muito ultimamente e ajudando a manter minha alma gamer alimentada nessa vida adulta sem tempo, espero que gostem e sejam muito bem vindos ao Multiverso Convergente.

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Paladins Strike - Hi-Rez Studios - 2017
A última moda no mundo dos games é a adaptação para a plataforma mobile, além de adaptação de estilos de jogos que inicialmente só eram possíveis em plataformas específicas, tem se tornado comum ver jogos de plataformas tradicionais como os consoles mais conhecidos no mercado e PC’s ganhando cada vez mais espaço nos aparelhos móveis (bye bye candy crush).
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PUBG Mobile - Tencent Games, Bluehole Studio, PUBG Corporation - 2017
Alguns nomes como Playerunknowns’s Battlegrounds (PUBG), Fortinite, Paladins e até mesmo a franquia Final Fantasy tiveram sua adaptação perfeita para o mundo mobile, tanto na semelhança dos modos de jogos e personagens, como é o caso de Paladins, quanto no suporte para jogar com um servidor integrado, dando a experiência de um jogador que está utilizando um dispositivo mobile estar na mesma partida de um jogador utilizando um PC, como é o caso de Fortinite (atualmente com suporte somente para as últimas versões do iPhone). Além de um novo mercado para as grandes empresas, essa nova “moda” traz uma nova jogabilidade e novas experiências para o mundo gamer.

Além dos jogos, temos também a adaptação dos estilos, como por exemplo os jogos trabalhados como Multiplayer Online Battle Arena, nossos famosos e amados MOBA’s com jogos como Mobile Legends, Vainglory e Arena of Valor, trabalhados na estrutura base que se tem para este tipo de game e com experiências e jogabilidades totalmente novas para quem está acostumado com os MOBA’s das plataformas tradicionais. Outro estilo muito querido que vem ganhando espaço na plataforma mobile acaba sendo o Massive Multiplayer Online Role-playng Game ou MMORPG, com títulos como o recém lançado Lineage II, Arcane Legends e o 3D MMO Celtic Heroes.

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Vainglory - Super Evil Megacorp - 2014

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Lineage 2 Revolution - Netmarble - 2018

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Arena Of Valor - GarenaTencent GamesGarena Mobile Private - 2015

Mesmo sendo para uma plataforma mobile, os jogos impressionam em suas proporções visuais e em experiência de jogo, dentre prós e contras cada jogo traz uma experiência incrível para quem se entrega e compra a ideia e se você assim como eu não tem muito tempo ou estrutura para jogos de PC ou consoles, os mobile são opções interessantes para se divertir.

Alguns dos jogos citados no decorrer da matéria serão trabalhados individualmente aqui no Multiverso Convergente, trazendo algumas comparações entre as versões originais e as adaptações mobile e a experiência que se tem em cada um deles, então meus amigos, fiquem ligados que tem mais por vir.

quarta-feira, 11 de abril de 2018

Momento nostalgia: Sobre aquela música da Rota 113



A terceira geração de Pokémon foi a mais marcante pra mim. Eu descobri os emuladores de GameBoy Advance em meados de 2008, e me lembro até hoje de usar o finado EmulaBR pra baixar a ROM de Pokémon Ruby e me divertir por horas no game - curiosamente, deve ter sido a mesma época em que acompanhava o anime em alguma das emissoras nacionais.

O computador que tínhamos em casa ficava em um quarto que meu pai usava como estúdio de gravação, então qualquer trilha sonora que saísse daquelas caixas de som no recinto parecia épica demais. E foi o que aconteceu comigo em Pokémon Ruby. Era uma experiência única, passar por cada cidade e suas respectivas rotas, ouvindo as músicas que se encaixavam perfeitamente aos mais variados momentos da jornada.

Uma das soundtracks em específico ficou grudada na memória: a da Rota 113, que antecede a Cidade de Fallarbor. Trazia uma sensação de fôlego renovado, de que a jornada teria uma virada, talvez. Tudo isso em meio às cinzas vulcânicas que caíam do Monte Pyre. Claro, a sensação era quebrada em seguida com a música de Fallarbor, pacata assim como sua população virtual.

Volta e meia, me pegava de volta à Rota 113, apenas para testemunhar a queda das cinzas, enquanto me deliciava com a atmosfera criada por aquela trilha sonora sensacional.

Colocando tudo isso na mesa, não é de se espantar a forte nostalgia que me bateu dez anos depois, quando finalmente consegui um 3DS e a fita (ou cartucho?) de Pokémon Alpha Sapphire e cheguei à bendita rota. Uma mistura de sentimentos me veio direto ao coração.

Me senti criança de novo. De volta a 2008, à casa que ficava quase na esquina do colégio onde eu estudava. Em seguida, o toque mais atual me fez avançar a década que passou. Muita coisa aconteceu nesses dez anos. Muita coisa mudou nesses dez anos.

Depois de tanto tempo, ver a nova rota, com visual e trilha "recauchutados", me mostrou o quão importante é se atualizar conforme o passar dos anos. Também me fez entender que, mais importante ainda, é manter a própria essência, mesmo com todas as mudanças que ocorrem conforme o andar o tempo.



segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Retorno das atividades

Olá queridos leitores e leitoras, aqui quem vos escreve novamente é o Roberto. Já faz um belo tempo que o Multiverso Convergente não registra atividade alguma, e de alguns dias pra cá tenho produzido alguns textos por puro hobby e guardado todos eles em meus rascunhos.

Levando isso em consideração, além do fato de que o Multiverso foi criado basicamente com o propósito de ser um blog um pouco mais pessoal, decidi retomar as atividades oficialmente. Não só aqui no blog, mas também no canal do YouTube, com as séries sobre Pokémon e alguns outros jogos, além de um tutorial aqui e ali.

No mais, esperem por novidades, além da retomada dos contos semanais em breve - não como resolução para o próximo ano, mas sim como meta pessoal para este ano ainda.

Em algumas semanas pretendo ainda adquirir um domínio para o Multiverso, além de contar com alguns reforços na redação. No mais, aguardem novidades!

terça-feira, 29 de agosto de 2017

Casse-o-player - O tocador de música offline bacanudo e nostálgico para Android


Algo que me chamou bastante atenção nos últimos anos foi a revolução que ocorreu com a indústria do streaming, seja de filmes ou músicas, que tem ganho cada vez mais adeptos. Hoje o Spotify, por exemplo, tem uma base de usuários enorme, e conheço muita gente que não vive mais sem.

No entanto, ainda há que não tenha aderido a esses serviços. Seja pela falta de grana/cartão de crédito ou mesmo por não ter se acostumado. Eu, por exemplo, já usei o Spotify, mas pago tanta conta e assinatura que não me compensou ser mais um dos usuários Premium, mesmo reconhecendo a importância do serviço.

Ocorre que já tenho uma biblioteca com centenas de músicas e que venho colecionando há anos - possivelmente um hábito que adquiri em decorrência de trabalhar com rádio/comunicação, porque sempre recebo por e-mail os lançamentos diretamente dos escritórios de bandas/cantores/duplas e afins, então é mais prático manter uma coleção pessoal. Já até tentei jogar meus famigerados MP3 no Play Música para ter acessível em qualquer dispositivo, mas simplesmente foi algo que não rolou, principalmente porque o tocador de música do Google é muito ruim.

Determinado o ponto que deixa claro que gosto de ouvir minhas músicas sem necessidade alguma de conexão com a internet e meu smartphone é Android, diversas vezes pesquisei por apps que pudessem me atender e simplesmente tocar um arquivo de áudio de forma bacana. O melhor que encontrei, sem dúvidas, é o Poweramp. Ele é pago - e comprei o app numa dessas promoções da vida -, o que pode ser um entrave pra muita gente que não tem cartão de crédito ou simplesmente não quer gastar com aplicativos.

No entanto, há um aplicativo gratuito na Google Play e que atende muito bem quem só quer escutar aquela música vez ou outra e ainda contar com um visual bacanudo e opções de equalização. Trata-se do Casse-o-player.

Olha quantas opções *-*

Eu conheci esse tocador através da indicação de uma prima. A principal feature do aplicativo é ter um visual nostálgico, com temas baseados em fitas cassete. Ele tem uma boa variedade de modelos de fitas, e você pode escolher o visual que quiser para deixar na interface. Além disso há a possibilidade de escolher até mesmo qual o indicador de volume que se quer utilizar. O Casse-o-player também conta com equalizador e torna possível barrar a limitação de volume do Android nos fones de ouvido, o que é bem legal.

No mais, é um aplicativo bem bacana e que indico fortemente. Há quem possa se perguntar qual o ponto negativo. Talvez o fato dele ser totalmente em inglês e não haver previsão de tradução. Ele tem uma pequena propaganda na parte superior, e só. Não vai ficar enchendo o telefone de pop-up e coisas assim, então realmente talvez só o idioma seja uma barreira grande.

Se você quer experimentar, o aplicativo é totalmente grátis mesmo, e não tem versão PRO ou algo do gênero. Basta acessar a página dele na Google Play, clicando aqui.

Review (sincerão) do Moto E4



Eis o bichim Moto  E4
Sempre gostei de compartilhar experiências quando trocava de smartphones e gadgets ao longo da minha vida. Quem acompanhou minhas postagens no finado Sleopand já leu sobre minha saga com os xing-lings e afins, e até mesmo aqui no Multiverso escrevi sobre o curto período de tempo em que fui dono de um iPhone 4.
 
Antes de prosseguir para o review vamos a um (não tão) breve resumo da linha temporal de meus últimos smartphones e que levou ao atual: em 2014 adquiri o primeiro Moto E, lançamento à época, e alguns meses depois a tela “queimou” no meu bolso – ela não deixou de funcionar, apenas uma parte dela ficou amarelada por conta da mancha. Em 2016 o aposentei por alguns meses enquanto curtia um iPhone 4, repassado posteriormente ao meu irmão mais novo, o que me fez voltar ao Moto E original. Neste ano, em meados de junho, acabei por me tornar dono de um Moto E2 de forma temporária, após trocar de telefone com outro de meus irmãos, e há duas semanas finalmente consegui comprar um novo espertofone.

Havia uma série de opções disponíveis, e o meu orçamento é para modelos de faixa de entrada, então após uma breve pesquisa acabei decidindo ficar na família Motorola, o que me levou ao Moto E4 – no meio do trajeto houve quem se esgoelasse em tópicos no Facebook digitando “IMPORTE, NÃO DÊ SEU DINHEIRO AOS PORCOS CAPITALISTAS BRASILEIROS, COMPRE UM XIAOMI, HWAUEI, QUALQUER OUTRA MARCA GENÉRICA”, mas não era uma opção para minha pessoa no momento e acabei até bloqueando alguns “pastores da igreja de Xiaomi”, então esse debate fica para outro post.

Enfim, o Moto E4 foi lançado em junho no Brasil por R$ 849, valor que caiu com o passar do tempo (é um fenômeno notável o quanto os Androids desvalorizam poucas semanas após entrarem no mercado, chega a ser absurdo). O aparelho veio com duas variantes, sendo uma “comum” e a outra a versão “Plus”, com uma bateria absurda que promete durar até dois dias longe da tomada.

Pelo preço eu acabei optando pela variante comum, que tem especificações técnicas razoáveis. Essa variante tem tela de cinco polegadas com resolução HD, duas câmeras (uma de oito e a outra de cinco mega pixels), 16GB de armazenamento interno, 2GB de RAM e processador Mediatek MT6737 quad-core de 1,3 GHz, além da bateria de 2.8000 mAH e o Android 7.1.1 Nougat. O que mais me atraiu, aliás, foi o sensor biométrico, que tem suporte a gestos (algo que vamos falar mais abaixo). Depois de vários dias de uso acredito, portanto, que seja a hora perfeita para detalhar toda a minha experiência usando o aparelho até então.

Memória e processamento

Vamos começar pelo armazenamento interno. Algo que não contei nos parágrafos anteriores é que tanto o Moto E original quanto a segunda versão, lançada em 2015, contavam com armazenamento ridiculamente pequeno. O de 2014 tinha 4GB, e o de 2015 8GB. São limitações que eu conseguia contornar com ROMs alternativas (para limpar o bloatware) e o uso de cartões de memória. O fato de o novo aparelho contar com 16GB de espaço interno foi, então, um alívio. Cabe bastante coisa, e com um cartão adicional tenho armazenamento de sobra para toda a minha tralha virtual. Não é o que muitos consideram o ideal para lançamentos com Android, mas está longe de ser o inferno que é lidar com pouquíssimos megas sobrando para aplicativos.

A memória RAM de 2GB também é um alívio. Só o sistema ocupa metade dela, porém dá pro gasto no uso diário. 

Quanto ao conjunto CPU/GPU, tenho que ser realista e dizer que não é dos melhores, mas já esperava para algo da faixa de entrada. Tenho muito preconceito com Mediatek por conta de experiências passadas, e devo dizer que o processador não decepcionou a opinião que eu tinha. Ele tem um desempenho consistente no uso de aplicativos como Facebook, Twitter, Docs e afins, mas nos jogos acaba variando muito. Vainglory, por exemplo, que exige um baita desempenho, roda sem engasgo algum e mesmo quando tem uma saraivada de habilidades, golpes, heróis, minions e afins na tela o smartphone aguenta bem. Já em jogos relativamente mais simples, como Clash Royale, há um lag absurdo.

Isso é algo bem estranho e acredito que talvez a inconsistência seja mais culpa dos desenvolvedores de cada aplicativo do que o processador. Testei alguns games como Need For Speed  No Limits, Horizon Chase, Torneio de Campeões, Marvel Future Fight e outros, e nenhum deles teve engasgo ou lag durante a jogatina, diferente que aconteceu com o Clash Royale.

Outro ponto em que vi o processamento falhar é na execução de músicas. Se eu deixo o Play Musica tocando enquanto o telefone está bloqueado ele dá algumas engasgadas vez ou outra. Quando acendo a tela para trocar para a próxima faixa há uma certa demora na resposta. O reprodutor de músicas leva pelo menos dez segundos para passar à próxima faixa. Mesmo quando reproduzo podcasts há engasgos feios. Chuto que talvez isso possa ser influenciado pela “Moto Tela”, que faz o smart acender enquanto está no bolso, e cada vez que a tela acende para mostra alguma notificação ele “para pra dar uma pensada”.

Observação: Enquanto fiz o review estava usando o tocador do Play Musica, mas alguns dias antes de publicar troquei para outro (o Poweramp, além de ter usado posteriormente o Casse-O Player), que não apresentou o mesmo problema de lentidão na troca de música e engasgos. Ele fluiu normalmente, então possivelmente essa parte seja realmente falta de otimização do player da Google.

Biometria

Tá aí um ponto que me influenciou bastante – além do preço – na compra do Moto E4: ele tem um sensor biométrico com suporte a gestos/ações. Na prática isso permite que eu desabilite os botões virtuais do Androide e use a navegação toda apenas com gestos no sensor. Essa parte funciona muito bem, e já até desacostumei dos botões virtuais. 

Quanto à funcionalidade do sensor para o reconhecimento de digitais, achei bem “ok”. Li algumas análises falando sobre taxa de erros e acertos, mas o sensor raramente erra. Até cheguei a contar a porcentagem de erro, e dá pra dizer que duas em dez tentativas de uso não dão certo. Nas outras oito ele desbloqueia o aparelho de primeira. 

Software

Uma das atitudes louváveis da Motorola/Lenovo na era pós-Google é a utilização do Android semi-puro em seus aparelhos. O Moto E4 vem com o conjunto de aplicativos padrão e alguns adicionais como um manual virtual, o app “Moto”, que é justamente o que deixa mexer em coisas como a Moto Tela ou as funções adicionais.

Ponto positivo também na escolha do Android 7.1.1, mais recente até a época de lançamento do smartphone. No entanto o software tem alguns problemas que acabam afetando bastante no uso diário.

A impressão que tenho é de há alguns pontos que precisam de mais otimização. Convivo recentemente com um bug muito chato, que é o relógio da barra de notificações ficar travado no visual. Às vezes ele fica “travado” em um mesmo horário, exibindo 10:50, por exemplo, enquanto o widget de relógio e o timer da tela de bloqueio apontam que já são 11h. O bug só se resolve quando reinicio o aparelho. Até por conta desse problema acabei mantendo o widget de relógio na tela inicial – não gosto essa redundância de dois relógios na mesma tela, mas agora sou obrigado a mantê-los.

O WhatsApp também volta e meia mantém uma notificação irritante de “Procurando novas mensagens”, mesmo que a conexão esteja fluindo bem. Notificação, aliás, que não consigo deslizar para que desapareça. Outro problema que só se resolve com reinicialização.

Câmera

Está aí um ponto que pode acabar incomodando mais outras pessoas do que gente como eu. Sempre fui acostumado com celulares de entrada e câmeras extremamente insatisfatórias, então não esperava nada do conjunto usado no Moto E4. Nos meus testes o desempenho de ambas as câmeras foi até acima do esperado. A câmera frontal tem até mesmo um “Modo Beauty” pra dar aquela caprichada na hora da selfie, mas não é nada agressivo – ponto positivo aqui.

A câmera traseira tem um foco bem lento, o que exige certa paciência pra bater uma foto bacana. Entre as (poucas) opções de modo de câmera está o HDR, que na teoria deveria bater várias fotos da mesma cena e misturar tudo em uma imagem perfeita. Na prática, esse modo não funciona como deveria em muitas situações. Só para fins comparativos vou colocar abaixo a foto da mesma cena tirada com e sem HDR:
Foto sem HDR


Foto com HDR
É possível ver que sem o HDR ficou relativamente melhor e até mesmo menos tremido. No geral tenho usado mais o modo manual, que atende bem.

No quesito gravação de vídeos não há muito o que comentar. A câmera principal grava em até 720p, não conta com estabilização e está dentro do esperado para a faixa de entrada. A conclusão é que se você gosta de câmera, talvez o Moto E4 não seja pra você.

Outras considerações

Tem alguns pontos antes da conclusão que eu gostaria de abordar:


  • Achei o microfone dele relativamente baixo se comparado a concorrentes. Talvez seja a minha chatice por trabalhar com áudio, e definitivamente não é algo que vai interferir no uso diário.
  • A tela do Moto E4 é boa. Ela pode acabar refletindo bastante no sol, e as cores não ficam muito distorcidas em ângulos de visão não convencionais. 
  • Tem outro ponto que até o momento não vi nenhuma análise abordar: absolutamente TODAS as películas de vidro que testei nele ficaram com um aspecto de “ar” nas bordas. Dei uma pesquisada mais afundo e descobri que é pelo fato da tela ser levemente curvada mais próximo das bordas, e por isso há esse comportamento. Até nos fóruns gringos, como XDA Developers, os usuários reclamam bastante desse “halo effect”. Encontrei no Mercado Livre uma película de gel (?) cujo vendedor afirma que cobre a tela totalmente e por ser de um material mais flexível não deixa esse efeito. De qualquer forma a tela tem Gorila Glass 3, que em teoria é resistente a riscos, mas a película eu acabei aplicando por precaução mesmo.
Já até me acostumei com o aspecto de "ar" deixado pela película



Conclusão

Há quem diga que de fato existem muitas opções melhores que o Moto E4 no mercado. A própria variante "Plus" tem tela relativamente maior e uma bateria monstra, que pode resolver ainda melhor. Quando foi lançado, o aparelho concorria em preço com o Moto G5, mas na publicação deste post já é possível encontrá-lo na faixa de R$ 600, ou até menos, o que faz com que seja uma solução bem em conta, diga-se de passagem. 

Vindo de quem sempre esteve na família Moto E, posso dizer que houve um avanço considerável na construção do E4, e certamente recomendo a compra se o seu objetivo é usar muitas redes sociais e joguinhos aqui e ali. Não sou o que chamam de hard user, mas dependo muito do smartphone no dia-a-dia, e o Moto  E4 tem sido bem útil. Se você considera a compra e ainda está em dúvida, a minha conclusão é de que definitivamente vale investir uma grana nele.

terça-feira, 2 de maio de 2017

Como o Chromecast mudou meus hábitos de consumo de conteúdo

Esta era minha rotina toda vez que ia ver algum conteúdo em vídeo: abrir o site em que foi disponibilizado, setar o Internet Download Manager pra capturar o vídeo, fazer o download, converter para .mpg, transferir para um pendrive e posteriormente reproduzir em um DVD Player que tinha entrada USB. Uma experiência nada agradável e que às vezes demorava séculos pra ocorrer, quando o computador não esquentava demais durante a conversão dos vídeos e desligava.

Muitas vezes eu ia assistir aquele episódio maroto pós-filler de algum anime e quando conseguia ver um episódio já haviam sido lançados outros dois ao menos, o que me gerava uma tremenda preguiça.

O tempo passou e o hábito aos poucos começou a mudar. Do Anitube e Megafilmes migrei pra Crunchyroll e Netflix, porém nunca contratei planos de internet com uma velocidade realmente ok, e o tempo para consumir conteúdo foi ficando cada vez mais escasso. Ao invés de usar a TV, comecei a ver muita coisa no computador, depois no telefone, até que chegou a época em que não tinha paciência pra ver quase nada online e voltei a baixar tudo o que queria ver. Foi um dos pontos de ter me levado a adquirir um HD externo (papo para outra postagem) e pudesse lotar com absolutamente TUDO que quisesse ver posteriormente (e que nunca via, na real). Esporadicamente voltei a assistir seriados, uma vez por semana, e filmes aqui e ali, nada muito intenso.

Eis o bichim!


Eis que mais uma vez a roda do tempo gira e ganho de presente UM CHROMECAST!!!11!!ONZY!!11. Há algumas semanas meu amigo AND padrinho de casamento, Eduardo Pasqualin, me confiou a guarda de um lacrado Chromecast de primeira geração. O aparelho foi lançado em 2014, eu sei, e atualmente a segunda geração está no mercado, com a expectativa de que uma próxima venha por aí, mas até então eu não havia sequer cogitado a hipótese de adquirir um. O Eduardo havia me apresentado um Chromecast funcional faz tempo, e lembro de ter achado uma maravilha, porém o preço sempre foi um empecilho para minha pessoa, até ele me dar um novíssimo de presente.

Desde então a minha rotina de consumo de conteúdo tem sido basicamente procurar aplicativos compatíveis com o pequeno aparelhinho da Google. Minha atividade na Netflix cresceu absurdamente e muitas séries que estavam na minha lista há tempos desempacaram de vez (leia-se Narcos, Demolidor, Jessica Jones, Luke Cage, Punho de Ferro e afins), pois a simplicidade de jogar o conteúdo pra TV sem maior esforço tem sido uma grande aliada da plataforma de streaming em minha humilde residência.

Outro aplicativo que passei a usar com frequência é o YouTube. Há tempos usava o site apenas pra colocar aquelas playlists em dia de faxina. Pra ser bem sincero, quem montava/monta essas playlists é a minha digníssima esposa. Porém desde a chegada do aparelho tem sido um dos sites/apps que mais uso, tendo passado inclusive reddit e Facebook na minha lista pessoal. Mesmo quando não estou com o Chromecast plugado na TV abro o aplicativo pra ver se tem alguma coisa nos canais que sigo (mas não é desta vez que vou voltar a produzir conteúdo pro YouTube). Enfim, desde a chegada do Chromecast na minha casa tenho passado cada vez mais o tempo que posso usando o dispositivo, e até separei uma pequena lista dos apps que uso com mais frequência:


Já citado no parágrafo anterior, ele é o rei do dispositivo. Ainda mais depois que o YouTube disponibilizou aluguéis de filmes e afins, tenho usado cada vez mais. Indispensável e sem a necessidade de mais comentários.


Mais um aplicativo batido na lista. É a plataforma paga de streaming mais utilizada na atualidade e que conta com centenas de filmes e séries. Uma feature legal de se utilizar a Netflix no Chromecast é que se você colocar uma série, por exemplo, os episódios seguem tocando até não restar celular/tablet algum conectado à mesma rede ou você decidir trocar de atração.


É a solução que uso para ouvir podcasts diariamente e permite que transmita o conteúdo armazenado no telefone/tablet para o Chromecast. Bem útil, por sinal.


Quem não tem Netflix, caça com Crackle! É o serviço de streaming de filmes da Sony. É totalmente grátis e conta com um catálogo de filmes não tão amplo, porém acredito ser uma das melhores alternativas para quem não tem assinatura de algum outro serviço.

Infelizmente é um aplicativo não disponível de forma oficial para o Brasil (há outras alternativas a ele disponíveis na Play Store). Trata-se de um aplicativo que promete transformar a TV em despertador completo e tem umas opções bem bacanas, como usar um leitor de QR Code pra confirmar que de fato o usuário acordou.



Este conta com alguns features bem bacanas, como poder transmitir para a TV qualquer conteúdo armazenado no smartphone/tablet. Ele também dá a opção de jogar na TV apenas o vídeo, enquanto o áudio sai pelo telefone. É bacana principalmente pra consumir algum conteúdo tarde da noite ou bem de manhãzinha, dando a possibilidade de ver as imagens pela TV e escutar o que acontece diretamente por algum fone de ouvido, sem atrapalhar vizinhos e afins. Algumas vezes já fiz isso, inclusive.  

Conclusão

No fim das contas, utilizar o Chromecast tem sido uma descoberta nova a cada dia. Listei acima alguns dos apps que mais uso, fora a função de espelhar a tela diretamente na TV, que muitas vezes torna mais emocionante meus campeonatos de Clash Royale e Vainglory. A princípio eu era bem cético em relação ao dispositivo, e hoje noto que é uma mão na roda quando vou consumir conteúdo e traz uma certa praticidade.

Há quem diga que a segunda geração resolve um dos maiores problemas da primeira, que é certa lentidão ao inicializar o conteúdo, mas ainda não tive acesso a um para poder me certificar disso. No mais, o Chromecast é uma compra recomendadíssima de minha parte. Espero que tenham gostado da listinha pessoal que compartilhei por aqui. Caso você tenha alguma, deixe nos comentários!

segunda-feira, 17 de abril de 2017

Como tem sido minha readaptação ao Linux

Nos idos de 2011 decidi me aventurar pelo maravilhoso mundo das distribuições Linux. À época eu escrevia ativamente no Sleopand e em 2012 cheguei até mesmo a escrever bastante sobre o assunto, inclusive com um tutorial de como personalizar o LXDE e o deixar semelhante ao ambiente gráfico Unity.

Meses depois eu comecei a sentir dificuldades por conta da minha rotina profissional, o que me levou de volta ao Windows. Não faço nada de extraordinário no cotidiano, e trabalhando no ramo da comunicação utilizo bastante a suíte Office, os programas Vegas e Sound Forge para edição de áudio e vídeo, além de sempre recorrer ao pacote Adobe para edição de imagens em lote. À época que me aventurei sentia que a falta de bons substitutos para esses aplicativos atrapalhava e muito minha produtividade diária.

Eis que neste abril de 2017 meu notebook que data de 2013 começou a se estranhar com o já avariado Windows 7. Muitos erros no registro depois e sem grana (e paciência) para fazer um upgrade e instalar o Windows 10, decidi retornar ao glorioso universo Linux, e as coisas evoluíram muito nestes últimos cinco anos.

A opção escolhida foi o Lubuntu 17.04, distribuição derivada do Ubuntu e que utiliza o ambiente gráfico LXDE como padrão. Não necessariamente foi por conta da configuração do notebook, que consegue rodar o sabor principal da distribuição com Unity sem engasgos, mas sim por conta da minha familiaridade com o LXDE (e pela similaridade com o Windows, o que me gera bem menos transtornos na transição).

Oi, meu nome é Lubuntu :)


Instalação

Para quem não sabe, a instalação de distribuições Linux é bem descomplicada. Meu único trabalho foi queimar a ISO da “distro” escolhida em um pendrive, colocar no computador e iniciar o processo.

É algo tão simples que desde quando me aventurei pelo Linux na primeira vez eu destacava: nada de instalação de drivers complicados pós-formatação ou ficar esperando programas encontrarem os drivers da minha placa wireless e baixarem a uma velocidade ridícula. Tudo estava funcionando muito bem logo ao término da instalação.

Em seguida abri o gerenciador de pacotes Synaptic (que funciona como uma loja de aplicativos) para baixar o Chromium (navegador do qual o Chrome é derivado), Audacity (substituto do Sound Forge), Kdenlive (substituto do Vegas), Scribus (aplicativo de diagramação), Gimp (autoexplicativo, mas se você não conhece é alternativo ao Photoshop), Retroarch (front-end para agregar emuladores), Steam e o LibreOffice.

Claro, instalei ainda o pacote Restricted Extras, que traz alguns plugins proprietários de áudio e vídeo, para evitar incompatibilidade de formatos. Obviamente isso pode ser substituído pela simples instalação do VLC, que roda absolutamente TUDO.

Adaptação aos substitutos

Bom, o ambiente gráfico em si não mudou muito desde a última vez que o havia utilizado. Os atalhos continuam nos mesmos lugares, então dor de cabeça é algo que definitivamente não tive. A minha maior adaptação tem sido aos substitutos dos aplicativos que usava anteriormente.

Definitivamente meu maior problema está no uso do Audacity. Enquanto no Sound Forge eu conseguia separar diversos arquivos de áudio no mesmo ambiente de trabalho e tratar separadamente cada um deles sem precisar abrir outra instância do programa, no Audacity isso é praticamente impossível. Cada faixa precisa de uma janela nova aberta, e o caos foi predominante nos primeiros dias de adaptação.

Muita gente usa o Audacity para edição e publicação de podcasts, e eu admiro esses caras por extraírem leite de pedra, porque definitivamente a interface dele não colabora com quem é acostumado a utilizar outras soluções. Busquei algumas alternativas ao programa, porém a maioria foi descontinuada, então optei por me manter nele e ir me adaptando aos poucos. Para a edição de entrevistas e áudios curtos tem funcionando bastante, porém definitivamente abandonei os podcasts por um tempo (sim, este foi um dos motivos do Coração das Cartas ter parado).

A edição de vídeo, por outro lado, não tem sido nada problemática. O Kdenlive tem uma interface que lembra (bem pouco) a do Vegas. Como não uso nada de muito avançado não sofro muito na usabilidade, e tem me atendido de forma excelente. Outro ponto positivo é que apesar de usar muito do processamento ele não esquenta demais o meu computador, pois recentemente eu vinha travando uma violenta batalha com o Vegas, que quase sempre esquentava meu notebook a ponto dele desligar por conta da temperatura.

O Scribus até então foi um dos que me deu um pouco de dor de cabeça. A redação do jornal onde trabalho usa o InDesign pra diagramação. Como todo programa da Adobe, ele tem formato proprietário para edição, e que não é compatível com o Scribus, obviamente. Consegui me adaptar relativamente bem ao software alternativo, porém não posso mais fazer edições do meu computador pessoal, o que é um empecilho e tem me obrigado a concentrar a edição no próprio PC do trabalho. Como esta é a menor parte da minha rotina, não incomoda tanto no fim do dia.

Quanto ao Gimp, tenho sofrido um pouco com ele. Minha maior reclamação no início da década era o fato de ele funcionar em janelas separadas, com cada opção espalhada pela tela. Era definitivamente um caos, mas há alguns anos a equipe de desenvolvimento colocou o modo de janela única para funcionar, uma evolução tremenda e que definitivamente faz a diferença no meu cotidiano. Das edições que tive que fazer não encontrei muitos empecilhos, porém sofri com uma grande perda de tempo ao trabalhar com edição em lotes. O Gimp corta corretamente todas as imagens, mas ainda não encontrei um jeito de carimbar em lote, e quando fui tratar uma galeria de mais de 50 imagens tive que mexer com elas uma a uma. No fim das contas acabei dando a devida atenção a cada foto e tratando os detalhes de cada uma, porém nos dias de maior correria atrapalha bastante ter que ficar mexendo em item por item.

Sobre o Chromium não há muito o que falar. Muitas instituições tem trabalhado para tornar suas aplicações compatíveis com o Linux. Entre as aplicações está a Netflix, que não usava em 2011 mas hoje é totalmente usável. Lembro que quando fazia faculdade a instituição em que estudava fazia streaming das aulas ao vivo pelo Silverlight, e nunca consegui ver as aulas de casa por conta da incompatibilidade. Hoje não estudo mais, então não sei dizer se há compatibilidade plena ou não (até onde sei o plugin caiu muito em desuso, e não sei se ainda respira por aparelhos ou foi morto pela Microsoft). Por falar em navegador, as distribuições geralmente vem com alguma variação do Firefox, porém sempre instalo os derivados do Chrome pela maior compatibilidade com formatos proprietários.

Do LibreOffice não tenho muito o que falar. O programa tem evoluído de forma constante. Meu único problema é o espaçamento entre as linhas no Writer, que destoa bastante do utilizado pelo Word, mas nada que me tire muito tempo para mexer no dia-a-dia. Para ser bem sincero, usava o Word com mais frequência no meu local de trabalho, pois há anos não tenho licença do Office da Microsoft e usava mais o Google Docs em casa.

Games

Um dos calcanhares de aquiles do Linux sempre foi relacionado aos jogos. Inúmeras foram as vezes em que li “não tem jogo” como um dos principais motivos para denegrir a plataforma, mas houve um avanço significativo nesse sentido.

A maior responsável por isso é a Valve, com o SteamOS, que é baseado em Linux e tem incentivado muitos desenvolvedores a lançar seus jogos em multiplataforma. Ainda faltam muitas opções? Sem sombra de dúvidas, porém a maioria (senão todos) dos games que jogo estão por aqui através da Steam. Stardew Valley? Confere. Chroma Squad? Com certeza! Terraria? Também está aí. Don’t Starve e Don’t Starve Together? Absolutamente disponíveis. Há uma variedade de títulos da própria Valve que são compatíveis com Linux, e tudo isso disponível através da Steam.

E esse pinguim, joga ou nem?


A minha biblioteca Steam não é relativamente pequena (tem 250+ títulos disponíveis), e os que uso com mais frequência com certeza estão à minha disposição com um simples clique, evitando a necessidade da instalação do Wine ou PlayOnLinux. Inclusive há sites que dão a opção de download de jogos diretamente pro Linux, dentre eles o GoG.com. Este, aliás, foi o principal para me manter usando o Lubuntu, pois abrir mão da minha biblioteca de jogos seria algo muito doloroso, apesar de não jogar com frequência no computador.

E, como citei alguns parágrafos acima, instalei o RetroArch para emulação de jogos antigos. Não é nada de extraordinário, pois já usava o aplicativo no Windows e sou bem familiarizado a ele. Reconhece meus paralelos de Dualshock perfeitamente e possibilita horas de diversão. No entanto, minha retrojogatina no PC diminuiu muito desde a chegada do meu FunStation, então se não houvesse algo tão intuitivo eu também não enfrentaria problemas.

Conclusão

Anos após ter saído do Linux, não titubeio em concluir que hoje as coisas estão mais fáceis para o usuário final do que nunca. É a opinião de alguém que já era entusiasta da plataforma há algum tempo e que nunca escondeu o descontentamento com a falta de opções em alguns pontos específicos. Hoje, de volta à plataforma, posso dizer que dificilmente vou utilizar outro sistema operacional em meus computadores pessoais se depender única e exclusivamente da minha vontade.


Para essa conclusão pesam diversos fatores, sendo o amadurecimento da comunidade o principal deles, bem como a disponibilidade de soluções que me satisfazem no cotidiano. Outro fator determinante é não precisar piratear o coração do meu computador. Não que eu não gaste com software. Minha biblioteca Steam e os aplicativos que comprei no smartphone são as principais provas disso, mas não pretendo desembolsar uma bela quantia pela licença do Windows 10, fora a tremenda falta de respeito que seria piratear o sistema e os sofwares de uso profissional. As licenças que possuo permanecem guardadas em seus devidos lugares para algum uso futuro, caso necessário, mas sem sombra de dúvidas o Linux é o sistema operacional que passa a imperar no meu cotidiano.

segunda-feira, 13 de março de 2017

Coração Das Cartas 10B - A atualização de aniversário do Clash Royale


Sejam bem vindos a mais uma edição do Coração das Cartas. Desta vez trazemos o episódio 10B, gravado às pressas após o anúncio da atualização de aniversário! Nesta edição você confere informações sobre as novas cartas, balanceamento que já tá no ar e muito mais. Aperte o play logo abaixo ou clique aqui pra ouvir no YouTube.



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quarta-feira, 8 de março de 2017

Coração das Cartas 10a - O aniversário do Clash Royale


Sejam bem vindos a mais uma edição do podcast Coração das Cartas. E neste episódio nos começamos um especial sobre o aniversário de um ano do Clash Royale. Na parte A do décimo episódio, Tio RD e Hiruk comentam sobre o histórico de versões do jogo até a data de publicação deste podcast. Venha conferir a edição, aperte play bora escutar!



IMPORTANTE: A segunda parte sai na sexta-feira (10). Continuem atentos! Clique aqui e ouça no YouTube!

quarta-feira, 1 de março de 2017

Você sabe o significado daquelas letrinhas que ficam nos nomes das ROMs?

Aposto que boa parcela dos jogadores responderia a pergunta do título com um belo e sonoro "Não". Muitas vezes baixamos uma ROM que vem nomeada como "Jogo do Tirulipa 1.1 [o][T+Eng][!].gba" e não fazemos ideia do que essas letras que ficam entre as chaves significam.  Geralmente essas legendas são relacionadas diretamente ao processo de "Dump" da ROM, que é a cópia dos dados do cartucho/CD/DVD/Whatever diretamente para o computador
.
Mas qual dessas ROMs eu baixo?

É uma coisa que inclusive nos deixa em dúvida ao baixar determinada ROM e sempre tem quem se pergunte: "Mas qual eu baixo? Porque a que baixei não rodou?". Eis que trago a solução. Abaixo você confere a listagem das legendas que acompanham as ROMs:

Legendas Padrão:

[a] - Alternate - A rom apresenta mais de uma versão que pode apresentar diferenças.
- Bad Dump - Dump mal sucedido, ROM apresenta problemas.
[Beta #] - É um Dump de uma ROM beta, que está em fase de desenvolvimento, já o # é o número da versão.
[BF] - Bug Fix - A ROM passou poru um fix pós-Dump, ou seja depois que foi Dumpado sofreu alguma programação para corrigir algo.
[c] - Cracked - A placa ou chip que apresenta proteção sofreu alguma alteração para que o Dump fosse possivel. (Seja fisica ou por meio de programação)
[f] - Other Fix - A ROM foi reparada de outro método como uso de patches ou seguindo regras de outra ROM que possui programação ou proteção semelhante.
[h] - Hack - ROM alterada diretamente por reprogramação.
[ o] - OverDump - Uma ROM com overDump significa que os dados adicionais ou extras foi Dumpado, mas que não contribui nada para ser emulado, é uma ROM suja a curto modo. (É como se fosse dados “NULL” que preenchem um Game)
[p] - Pirate - É uma ROM de origem pirata,.
[t] - Trained - ROM já vem com um trainer eimbutido, possibilitando vários cheats.
[T] - Translation - ROM previamente traduzida não oficialmente (Geralmente o T é seguido com a língua traduzida, exemplo: [T+Port] = Tradução para Português)
(Unl) - Unlicensed - Dump de games ou aplicações não licenciadas (Ex: Fun Car Rally do Genesis que não foi licenciado pela Sega)
[ x] - Bad Checksum - Cada ROM possui um numero que indica se todos o bytes de informação estão corretos, se os 2 estão corretos é um Good checksum, mas se forem diferentes acaba resultando em uma Bad Checksum (É um assunto complicado, mas um Bad Checksum não é tão problemático)
ZZZ_ - Unclassified - ROM que não recebeu classificação alguma.
[!] - Verified Good Dump - ROM livre de erros e falhas que prejudicaria sua emulação.
(???k) - ROM Size - É o tamanho da ROM sem compressão EX: (1024k)

Legendas dos Países de Origem da ROM :

Serve para você saber a região original do jogo.

(A) - Australia
© - China
(E) - Europa
(F) - França
(FN) - Finlandia
(G) - Alemanha
(GR) - Grécia
(HK) - Hong Kong
(I) - Italia
(J) - Japão
(K) - Coréia
(NL) - Holanda
(PD) - Dominio Público (Sem fins lucrativos)
(S) - Espanha
(SW) - Suécia
(U) - USA
(UK) - Inglaterra
(Unk) - País Desconhecido

(-) - País Desconhecido

Agora que você conhece as legendas fica mais fácil identificar qual a ROM correta para rodar no seu emulador/emulador portátil. Isso explica também aqueles ROMSets que vem com 10 mil jogos pra consoles que muitas vezes não tiveram mais de 500 lançados em sua vida útil: o número do pacote é grande pois ele contém várias versões de um mesmo jogo.

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