terça-feira, 29 de novembro de 2016

Uma breve história de como fiquei viciado em Stop

Se tem uma coisa que eu gosto no mundo viciante dos joguinhos eletrônicos é o fato de que qualquer game, seja ele simples ou complexo, pode ser MUITO interessante. Atualmente me encontro envolvido em uma infinidade de universos gamísticos aos quais dou atenção diariamente – e aí podemos colocar minha vila no Clash Of Clans, minhas corajosas cartas no Clash Royale, ou mesmo meu poderoso castelo no Royal Revolt 2 – mas sempre há espaço para algo novo que me envolva completamente.

Eis que em um final de semana aleatório – ou nem tanto, já que foi exatamente entre os dias 18 e 20 de novembro – estávamos minha esposa e eu sem muita coisa pra fazer, e resolvemos brincar de Stop. Pra quem não conhece é uma velha brincadeira na qual uma letra é jogada e você tem que dizer coisas que começam com aquela letra, todas respeitando uma série de categorias (na brincadeira original seriam: nome, cidade-estado-país, cor, alimento, animal, marcas, partes do corpo humano, objeto, time, entre outras, dependendo da imaginação das pessoas que jogam). Algum tempo depois ela sugeriu procurar pra vermos se havia algum aplicativo de Stop pra smartphones, e de fato há.
O aplicativo Stop – Famoso Jogo de Palavras, que foi desenvolvido pela Fanatee Games, está disponível para Android e iOS, e foi justamente esse que instalamos. Ele é freemium, ou seja, grátis, mas com algumas transações in-app.


O jogo deixa você desafiar amigos ou oponentes aleatórios para partidas de Stop, e funciona em turnos: você sorteia uma letra e o jogo de tá cinco categorias. Inicialmente há um minuto para responder, mas se acabar antes é possível puxar a alavanca de Stop e jogar o turno para o oponente.  Quando ele começar a preencher os campos receberá um enorme STOP!!11ONZY!! na tela, e aí o jogo compara as respostas de ambos e inicia uma nova rodada, deixando o ‘mando’ com o oponente, e assim por diante, até um dos dois vencer a melhor de três.
99% das partidas foram contra a minha esposa. Algumas outras foram contra usuários aleatórios


São disponibilizadas três vidas, cada uma sendo recarregada em períodos de meia-hora. Quando é criado um novo desafio se gasta uma vida. Há também moedas no jogo, pra se trocar uma categoria ou letra indesejada, por exemplo. Tanto as vidas quanto moedas extras podem ser adquiridas também por alguns centavos, algo que foi bem pensado.
Olha só essas moedas à venda. Que vontade de comprar tudo!

Enfim, depois de conhecermos a interface, decidimos desfrutar da experiência, e aí a minha esposa divulgou o jogo pra todo o nosso círculo social, principalmente família. Digamos que somente desse grupo a Fanatee ganhou pelo menos uns dez usuários (o que não é grande coisa) em questão de minutos.


Passamos basicamente o fim de semana todo pensando e descobrindo diversas palavras (testei meus conhecimentos gerais e ainda aprendi que Cajon é um instrumento válido com a letra C, e que é uma palavra pouco utilizada no Stop, inclusive). Se não bastasse tudo isso, está aí mais um universo pra eu dar conta de verificar várias vezes ao dia.

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Harry Potter e a Criança Amaldiçoada (ou: como ganhar mais montanhas de dinheiro)

Quando mais novo sempre fui fascinado por literatura fantástica, então acabei lendo muuuuuitas sagas. Jack Farrell, O Hobbit, Senhor dos Anéis e diversos outros livros, alguns de autores que eu nem lembro o nome mais, de tanto faz que os li. 

Uma das sagas pelas quais sempre fui fascinado é Harry Potter. Não lembro ao certo qual foi o ano, mas sei que estava nos primeiros anos de ensino fundamental quando uma professora decidiu mostrar para a classe o filme Harry Potter e a Pedra Filosofal. À época, se bem me lembro, a escola usava VHS, então realmente faz um tempinho mesmo.

Depois que terminei de ver o filme fiquei maravilhado, e alguns coleguinhas comentaram que na verdade existia uma série de livros de Harry Potter, e fui até a biblioteca da escola pra ver se encontrava alguma coisa. Lá estavam dois ou três, que devorei em questão de semanas.

O tempo foi passando e, ao chegar no Ensino Médio, finalmente tive acesso a uma biblioteca em que havia algumas sagas em sequência (inclusive foi lá que conheci Percy Jackson, por exemplo). Consegui ler a saga do Menino Que Sobreviveu de cabo a rabo pelo menos umas três vezes, bem como acompanhei seu desfecho nos filmes também.

Como muitos fãs da saga fiquei surpreso ao descobrir que uma nova obra viria algum tempo depois, e estou falando justamente de Harry Potter e a Criança Amaldiçoada. Se trata de uma peça de teatro escrita por Jack Thorne e dirigida por John Tiffany, que teve seu roteiro publicado como se fosse um livro. É uma história que mostra uma possível continuação da série, muitos anos depois.

Inicialmente ao ver o título publicado como livro fiquei muito animado, mas logo minhas esperanças foram por água abaixo quando me informaram que a obra não passava de diálogos entre os personagens e as descrições de cenas eram contadas como descrições nas trocas de cenário do palco.

Me lembro que uma vez peguei uma obra que achava que era livro e na verdade se tratava do roteiro de uma peça. A sensação foi quase a mesma ao ler Harry Potter e a Criança Amaldiçoada, com a diferença de que gostei da continuação do universo de J.K. Rowling. 

Não vou me aprofundar nos detalhes da história para, obviamente, não dar spoilers por aqui, mas achei a premissa da trama muito interessante. O enredo tem como personagem um dos filhos de Harry e o filho único de Draco Malfoy, e como eles se envolvem em uma trama que é até convincente.

O fato do 'livro' ser o roteiro da peça de teatro acaba sendo meio... broxante, diversas vezes. Não é que seja de todo ruim. Os capítulos são pequenos, justamente por se tratarem basicamente de diálogos. Mas há algumas partes em que é citado "acontece uma explosão no palco" e "fulano sai do palco, enquanto ciclano entra", por exemplo, que quebram bastante a imersão. A leitura rápida, no entanto, é amiga da obra, o que me fez insistir e chegar até o final. Quando percebi um furo no roteiro, inclusive, já estava praticamente muito perto do fim para simplesmente deixar de ler.

Um problema que pode acabar desagradando os fãs da saga do Potter é que a trama mostra a vida dos personagens anos depois, mas, por ter sido escrita por terceiros, acaba destruindo muito da essência dos que foram protagonistas em livros anteriores. Vemos aqui um Harry mais maduro e um pouco mais sombrio também, além de um Draco Malfoy que parece tentar se redimir de seu passado, e um Rony Weasley totalmente bizarro e que parece aqueles tios que você só vê no fim de ano e sempre fazem a piada do pavê. Esses personagens muitas vezes tem falas que não condizem com o apresentado anteriormente nesse universo.

Em uma das minhas andanças por fóruns de potterheads li alguém comentando que se a J.K. tivesses interferido um pouco mais na publicação da obra e transformado em um romance propriamente dito poderia haver uma série de melhorias. Concordo plenamente com essa firmação. É bacana 'voltar' à plataforma 9 3/4 novamente? Seria, de fato, se tivéssemos retornado. As pessoas não gostam de ler isso, mas vejo A Criança Amaldiçoada como mais uma forma de ganhar montanhas de dinheiro de fãs que estão ávidos por uma continuação que adorariam ver desenvolvida de uma forma mais profunda. 

No entanto, mais uma vez volto a dizer que a leitura rápida beneficia a trama. Eu classificaria mais como um conto do universo Harry Potter do que qualquer outra coisa, e isso sim é digno de nota. Mas há um lado bom nisso: se no fim das contas o 'novo livro' se mostrar um sucesso comercial estrondoso, pode acabar virando filme, e ser mais aprofundado. Isso sim seria de fato muito legal.

Cabe deixar claro aqui que nem de longe achei o a história desprezível. Ela tem um furo? Sim. Falta profundidade? Com certeza! Mas isso é justamente por se tratar do roteiro de uma peça de teatro e que não foi remodelado antes de sua publicação. Porém, achei que a motivação dos personagens é bem "Ok" e gostei do que poderia ser o início de um novo arco, contando as aventuras do novo Potter. Também me deu vontade de assistir a encenação e ver como é o jogo de troca de cenários em uma trama que viaja por tantos lugares diferentes de forma rápida.

No mais, se você é um fã da saga do Menino Que Sobreviveu, assim como este que escreve é, acredito que valha a pena comprar o livro. Até porque pelo fato de ter o selo de aprovação da J.K. Rowling não é pouca coisa, e pode ser considerado um cânon sobre como a vida dos nossos queridos protagonistas ficou após a derrota de Voldemort. 

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Coração das Cartas 03 - A Elite do Torneio Bárbaro


E sejam bem vindos a mais um Coração das Cartas, sua atração semanal de Clash Royale do Multiverso Convergente. Nesta edição do podcast, Tio RD e Daito falam sobre suas expectativas para o futuro dos Bárbaros de Elite no metagame do Clash Royale e quais os possíveis counters que devem dar conta da nova carta. Além disso também comentamos sobre as novidades do clã Proud Army, como um torneio que está por vir!

Aperte o play e venha conferir conosco o episódio da semana:


Links relacionados:



Deixe seu feedback a respeito do nosso podcast. Envie um email para roberto0697@gmail.com ou comente na nossa postagem sobre o tema do episódio.

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

O Coração das Cartas 02 - Gemar ou não gemar? Eis a questão!

E sejam bem vindos a mais uma edição do podcast O Coração das Cartas, sua atração semanal sobre Clash Royale no Multiverso Convergente. Na segunda edição você confere um papo sobre investir as gemas são possíveis de se comprar no jogo usando o seu suado dinheiro da vida real. Além disso falamos também sobre nossas impressões a respeito da nova carta, Tornado! Aperte o play e se divirta:



Links relacionados:
Cast Royale, podcast norte-americano de Clash Royale
Nosso canal no Telegram
Sala do Multiverso Convergente no Discord

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Podcast O Coração das Cartas 01 - Deck Building

Levando em conta que há um bom tempo tivemos postagens dedicadas ao universo do Clash Royale aqui no blog, o Renato e eu decidimos criar um podcast voltado ao jogo. A nossa ideia para um futuro não muito distante é criar diversas atrações no blog (por isso o nome Multiverso), e demos o primeiro passo com o podcast O Coração das Cartas. Nele, o Renato e eu comentaremos semanalmente sobre assuntos relacionados ao game e outras coisas relevantes.



Na primeira edição nós já começamos com um assunto que ainda é desconhecido para muitos jogadores: deck building! Será que existe o deck supremo? Porque você ainda continua caindo de arena? Como se estabilizar nas arenas mais altas? Confira conosco as respostas para estas e outras perguntas na primeira edição do nosso podcast, disponível abaixo!


Links relacionados:


quinta-feira, 10 de novembro de 2016

O Multiverso Convergente está também no Telegram

Estou fazendo esta breve postagem apenas pra avisá-los, queridos leitores e leitoras, que criamos um grupo no Telegram. É um canal onde nosso bot vai replicar todas as postagens do blog, jogando um link direto sempre que algo novo surgir por aqui. Também começamos a gravação de um podcast e, antes dos áudios serem hospedados em um site eles serão publicados no canal também.
Telegram.png (550×350)
Para quem quiser entrar, eis o link: https://telegram.me/multiversoconvergente. Lembrando que também temos uma sala no Discord, cujo link é esse: https://discord.gg/nACu2MU. Lá ocorrerão discussões muito em breve, e vamos debater diversos assuntos. No mais é isso, e sigam-nos os bons!

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

yWriter: um software sensacional para criadores de histórias

Só quem escreve uma história sabe o quão complicado é organizar um sem fim de informações para fazer com que tudo seja coerente: personagens e suas origens, lugares, pontos-chave, itens, acontecimentos... Se eu continuar a lista aqui ficará enorme, mas vocês entenderam onde quero chegar.
Já crio roteiros para jogos homebrew há algum tempo, e escrevo contos desde minha adolescência. Sempre paro quando a história vai ficando mais complexa, justamente porque é um inferno lembrar de tudo o que aconteceu até ali e quais pontos eu tenho que conectar. Não significa que eu não tenho mapas criados em cadernos, mas conforme a bagunça vai aumentando fica quase impossível organizar tudo em meros documentos criados em algum editor de texto por aí.

Certo dia parei para analisar minha nuvem pessoal e vi que havia muuuuitas pastas contendo inúmeros arquivos, como listas de personagens, acontecimentos e etc. Comecei então a buscar algum software que me auxiliasse a colocar tudo isso em seus devidos lugares, e encontrei yWriter. Ele é voltado para escritores e possibilita organizar a enorme bagunça que é a criação de histórias.
Com diversas abas ele tem seções que permitem dividir a história por capítulos e encaixar as cenas de cada capítulo. Há também as abas de personagens, localidades, itens e notas. O visual não é cheio de ícones e firulas gráficas que tornam o programa mais bonito, muito pelo contrário: ele é simples e minimalista.



Ser minimalista é uma característica muito positiva, evitando que o escritor se distraia com alguma funcionalidade no decorrer da história, e possa puxar algum fato de forma rápida, já que pode organizar tudo por cenas dentro dos capítulos, e cada seção tem a sua devida aba.

Tem me ajudado bastante a construir o mundo das Crônicas Mitty e deixar tudo coerente. E sabe qual a melhor parte? O yWriter é grátis! Ele está em sua quinta versão e pode ser baixado clicando aqui.

Se você planeja começar a escrever e quer se organizar, definitivamente o yWriter pode te dar aquela mão na roda.

Volta em breve: Crônicas Mitty

Há algum tempo decidi trazer ao blog uma criação original minha, que é o conto Crônicas Mitty. Infelizmente 2016 foi um ano bem turbulento, o que me impossibilitou ter tempo livre para dedicar à publicação, que acabou esquecida.

Passado o período eleitoral as águas do mar ficaram mais calmas, porém temos o fim de ano chegando por aí e uma série de outras coisas que podem novamente sugar esse tempo extra. Por isso decidi dar uma revisada no prólogo das Crônicas e atualizar tanto ele quanto o primeiro capítulo, ambos já publicados.

Andei fazendo umas pesquisas e aproveitei para organizar minhas ideias, tirando elas do meu velho caderno de anotações e jogando em um programa construído justamente para criar histórias (logo vou fazer uma postagem sobre ele por aqui, pra contar como está sendo a experiência). Como estou organizando todas as coisas relacionadas ao enredo principal e seus desdobramentos tomei a liberdade de dar uma pausa no processo de publicação (que estava parado anteriormente por conta da correria, aliás) e, assim que tiver algumas coisas bem definidas e organizadas, voltarei a postar no blog, então esta postagem já é meio que um aviso deixando claro que a história voltará dentro de algumas semanas.

Aliás, se tudo correr como planejado irei começar a publicar as Crônicas também em alguns sites voltados para escritores.


Aproveitando a oportunidade, dei um tapa no visual do blog. Apliquei um design responsivo e minimalista. Como passo a maior parte do tempo acessando as coisas por smartphone e essa é a realidade de muitas pessoas, achei por bem usar um layout que não pese nos dados móveis nem utilize tanta memória. Espero que a experiência seja agradável. No mais, aguardem novidades vindo por aí!

Como é usar o iPhone 4 em 2016

Se tem algo sobre o que gosto de escrever é minha experiência com eletrônicos, sejam eles consoles, computadores, celulares e afins. No finado Sleopand vez ou outra fazia uma postagem do gênero, principalmente no início do blog e, devido a alguns acontecimentos recentes, decidi escrever esse tipo de situação aqui no Multiverso Convergente.


Pra começo de conversa, o título da postagem é totalmente verídico: estou utilizando um iPhone 4 em pleno ano de 2016 (e possivelmente ele continuará ao meu lado em 2017 e também em 2018, haha).
E o que me levou a adquirir um smartphone que foi lançado em 2010? Primeiramente a necessidade. Eu (ainda) tenho um Moto E 1ª Geração que comprei em 2014. Apesar das limitações de memória interna é um excelente aparelho que vinha me acompanhando desde então. Infelizmente eu tive alguns problemas com ele no começo de 2016: parte da tela meio que ‘queimou’, ficando com uma tonalidade amarelada, fora que o slot do primeiro chip começou a ejetar o SIMCard a cada cinco minutos. Até aí tudo ok, ‘dava pra levar’. Depois de um tempo, no entanto, a bateria dele começou a dar sinais de cansaço e o meu velho de guerra desligava sempre que o indicador chegava em 60% ou 50%.

Dadas essas condições ficou claro que eu precisava de um aparelho novo, e a empresa em que trabalho tinha um iPhone 4 praticamente zerado em uma gaveta aleatória, então fiz um acordo com meu chefe e apliquei meu banco de horas na ‘compra’ do aparelho. À época eu achei um baita lucro, porque não tive que gastar um puto pra pegar o tão desejado iPhone. E eu ainda acho que foi lucrativo, dadas as devidas proporções e levando em conta que nenhum aparelho acima de R$ 400 se encaixa no meu orçamento atualmente.

Como é a experiência de uso no geral

A primeira diferença que eu senti quando peguei o iPhone 4 foi por conta da interface, obviamente. Pra quem é acostumado com Android inicialmente é tudo uma loucura: a loja de aplicativos, a tela inicial, as configurações... Milhares de coisas pra se mexer!

Eu achei o conceito do iOS de tela inicial bem bacana, pois tudo fica em uma tela só e você joga em pastas pra organizar. No meu caso, traumatizado pela falta de espaço no aparelho anterior, instalei bem pouca coisa: WhatsApp, Messenger, alguns emuladores (falarei sobre isso mais abaixo), uns tweaks e também Clash Royale e Clash Of Clans. Como meu aparelho tem agora 16GB de espaço coube bem. O que dificulta é a RAM, de apenas 512MB, que acaba engasgando em algumas situações.

No geral eu percebi que quase não existem apps que podem ser instalados no celular. Alguns dos mais populares até estão disponíveis, mas a maioria dos novos joguinhos ou comunicadores instantâneos já não dão suporte ao iOS 7. Há um motivo totalmente plausível para isso: com pouca memória RAM os aplicativos pesam demais. O WhatsApp, por exemplo, não funciona em segundo plano. Toda vez que eu quero saber se tem algo novo tenho que abrir o aplicativo e esperar ele carregar as mensagens que chegaram.

Aliás, eu tive que fazer jailbreak no sistema, por alguns motivos também óbvios, sendo eles: 1) o WhatsApp Web só é habilitado através de um tweak (por sinal quando eu quero usar o WhatsApp no computador tenho que deixar ele aberto no telefone, pois, como eu disse acima, parece que o segundo plano dele não funciona como deveria); 2) por algum motivo o iOS só foi ganhar a diferenciação visual entre maiúsculas e minúsculas no teclado há algumas versões, então digitar em um teclado que mostrava tudo maiúsculo era enlouquecedor; 3) como o sistema não tem mais suporte eu me senti livre para tal. Eu sei que existe toda essa conversa de que jailbreak é ilegal e há muita insegurança, blá, blá blá, mas não liguei muito. Sinceramente achei que o sistema é muito fechado, então abrir a jaula amenizou um pouco o problema pra ter acesso aos meus emuladores.

Por falar em emuladores, foi uma experiência estressante utilizá-los. Como instalei aqueles não nativos e obtidos de forma gratuita através da Cydia, tive alguns problemas como roms que não foram reconhecidas devidamente e etc. Tem um emulador muito bom chamado RetroArch, que é compatível com quase todos os consoles antigos, que eu recomendo bastante, mas mesmo ele me deu dor de cabeça e não funcionou quando fiquem sem acesso à rede.  O que me desanimou um pouco de continuar jogando neles foi o tamanho da tela, que não favorece muito.

E, apesar do iPhone 4 não contar com muitos aplicativos disponíveis atualmente, ainda há algumas coisas que são mão na roda: o aplicativo Podcasts, da Apple mesmo, é excelente para gerenciamento de podcasts e o Books também funciona maravilhosamente bem. Levei um tempo até migrar toda a minha biblioteca pessoal, mas me adaptei bem.

No mais a experiência de uso não é de todo ruim. Eu entendo que é um telefone de 2010 funcionando bem ainda em 2016. Ele tem suas muitas limitações, claro, mas nada que me deixe tão frustrado, pois entendo que se trata de um celular defasado, só que ainda cumpre o que prometia quando foi lançado
.
Hardware

Agora que eu contei que o sistema não é lá grande coisa vamos falar do principal fator que joga na cara o fato do iPhone 4 ter saído fora de linha há anos: o hardware. A bateria não é lá grande coisa. Ela dura semanas em standby (dura mesmo, disso não tenho o que reclamar), mas em uso intenso ela vai pedir aquela ida marota pra tomada a cada duas horas. Nesse ponto é algo que não me preocupa tanto mais, pois, apesar de ter que executar tarefas em que eu tenho de ir a campo, passo a maior parte do dia em uma mesa e com o telefone plugado para receber carga. Ah, e 3G aqui é algo que vai sugar a bateria de forma mais rápida do que o WiFi.

Já a câmera ainda dá pro gasto. Vindo de alguém que usava um aparelho sem flash e com resolução mínima, a câmera do iPhone 4 é sensacional. Até mesmo a frontal ainda permite umas fotos bacanas em determinadas situações onde o cenário ajuda bastante o fotógrafo. Aqui não há do que reclamar, porque uso ela em algumas coisas bem pontuais.

Situações como o desempenho geral por conta do hardware eu já citei alguns parágrafos acima, mas cabe ressaltar que está dentro do esperado.

Por falar nisso, o único ponto que me incomoda em toda a construção do aparelho é o frágil botão Home. Ele funcionou bem durante um tempo mas volta e meia dá problema. Pelo que eu li é algo característico desse modelo, mas vale a pena deixar clara essa questão.

Conclusão

No mais, não é como se estivesse recomendando a compra do iPhone 4 em pleno 2016. Longe disso: se você tem a oportunidade pegue algum aparelho mais atual, acima dos R$ 600 de preferência.


Como falei, estou usando este celular justamente por conta da necessidade e também outras prioridades que tem mais urgência, afinal, enquanto ele mandar mensagens e receber ligações ainda está valendo. 

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

[Clash Royale] Dicas do Tio RD – Devo continuar jogando quando chegar na Lendária?

Hoje vou dar continuidade às postagens voltadas ao jogo Clash Royale. Já publiquei aqui uma série de guias a respeito de deck building e, sempre que tiver a oportunidade, continuarei escrevendo sobre o jogo. Como sou líder de um clã, faço diversas postagens voltadas aos membros, e acho bacana trazer esse conteúdo para o blog também, visando atingir a quem interessar possa. O conteúdo geralmente é feito com base em conhecimentos que obtive no jogo e também algumas coisas que acompanho nos fóruns do reddit. Até criei ali na lateral uma seção voltada à Família Borró, que é o clã que gerencio. Enfim, espero que as linhas a seguir possam ser úteis!

Aaah, a arena mais cobiçada do jogo todo, a Lendária!

Hoje quero falar sobre um dos maiores erros cometidos por jogadores que adquirem o título de “Lendário”: parar de jogar. Quando se chega à Arena Lendária bate aquela linda sensação de saber que o shop, mais cedo ou mais tarde, finalmente vai te apresentar uma carta lendária. Então do nada você vai começar a juntar gold pra comprar aquela carta tão esperada. Entretanto, você acredita que pode cair da Arena Lendária e não ficar tempo suficiente para comprar sua carta favorita. Aí você para de jogar e começa a poupar ouro, 40 mil pra ser mais exato. Esse é um erro comum que muitos jogadores cometem ao chegar na Arena 9. Quero dizer a vocês pra não fazer isso, e vou explicar o motivo.

No jogo você tem 7 fontes de ouro, sendo Baús Grátis, Doações, Torneios, Vitórias, Baús de Prata, Baús de Ouro e Baús da Coroa (Claro, ainda há os especiais, como GG, Mágico e Super Mágico, que podem aparecer no percurso). Se você parar de jogar e tentar poupar gold pra comprar determinada carta, está deixando de lado quatro fontes de ouro, ou seja, vai obter gold apenas das doações, de torneios e baús grátis.

Além disso você também tem seis maneiras de obter novas cartas sem gastar dinheiro, que são os Baús Grátis, Pedidos, Torneios, Baús de Prata, Baús de Ouro e Baús da Coroa. Se você parar de jogar vai perder metade dos meios de se obter novas cartas.

Então, vamos dizer que você parou de jogar agora e vai tentar guardar gold, sendo que a maioria do que obtiver virá de doações. Quando você doa, obviamente vai perder cartas. Então vamos supor que você doe 240 cartas por dia, abra seis baús grátis, vença dois torneios de 30 cartas e faça pedidos três vezes por dia. Mesmo assim você teria prejuízo de 90 cartas por dia por conta das doações. Entretanto, você ganharia aproximadamente 2000 ouro por dia.

Imagina só abrir a loja e a tão sonhada Princesa estar lá? Pode acontecer, mas custa MUITO gold


Uma carta lendária custa 40000, então se você obtiver 2000 por dia iria levar quase um mês pra pegar essa quantia. Na verdade levaria 20 dias, pra ser mais exato. Em 20 dias você perderia 1800 cartas. Bom, vendo essa estatística você definitivamente deveria considerar não parar de jogar.

Agora vamos comparar as estatísticas com as de quem continua jogando diariamente. Em 20 dias, se você continuar jogando normalmente, vai obter a mesma quantidade de ouro das fontes que citei anteriormente, mais os bônus de vitória e dos baús de Prata, Ouro e Coroa. A média é de que o jogador pode conseguir 3500 gold por dia se continuar jogando. Ainda tem um extra, porque você vai ganhar 79 cartas diariamente (mesmo contando suas doações).

Deu pra entender?  Se você continuar jogando, vai conseguir aproximadamente 1500 gold extra e 169 cartas a mais do que se parar de jogar. Em 20 dias a diferença é brutal, ainda mais na Arena Lendária. Você teria, em média, 30000 gold e 3300 cartas a mais se continuar jogando.

Então… A sua carta lendária vale perder tudo isso? Acredito que não.

PS: Sim, eu sei que dá medo de cair se você continuar batalhando na ladder mas, hey, se você conseguiu subir de arena uma vez, conseguirá novamente, não é mesmo? Eu lutei duro pra juntar 40k e comprar o Mago de Gelo na loja, mas não parei de jogar. Ainda hoje continuo, mesmo que me dedique cada vez mais aos torneios. Pelo menos jogo pra conseguir baús e ter essa fonte de ouro diariamente, o que tem feito uma diferença absurda, diga-se de passagem.


PS2: Se você continuar jogando ao alcançar a Arena Lendária, continuará ciclando seus baús, e tem chances de conseguir um Baú Gigante, Mágico ou Super Mágico. Na última arena do jogo a chance de obter lendárias nesses baús é muito maior, então realmente compensa continuar ativo.

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

[Clash Royale] Guia do Tio RD para o “Deck Perfeito” – Parte Final

Nos posts anteriores, passei a vocês um pouco do conhecimento que tenho a respeito da construção de decks no Clash Royale. Apesar de tudo, creio que nem todos tenham conseguido montar uma estratégia eficaz (ainda mais quem decidiu apostar na ‘fórmula mágica’ de duas construções, duas condicionais de vitória, dois feitiços e duas cartas defensivas, sem ver primeiro se isso realmente condiz com o estilo de jogo que adotam), por isso já havia pensado nessa terceira parte como uma forma de ajuda-los a lapidar seu modus operandi.

• Primeiramente você tem que entender o conceito de troca de elixir, que é o principal fator do porque os jogadores perdem. Que cada carta colocada na arena tem um custo você provavelmente já deve saber, mas a troca ainda deve ser um conceito abstrato.

Vou tentar exemplificar para tornar mais fácil: a minha forma de jogar no Clash Royale é defensiva. Sempre espero o jogador adversário fazer um movimento para depois mandar o meu contra-ataque. Há algumas partidas interessantes em que enfrento pessoas parecidas, e nada acontece durante mais ou menos um minuto, ou até que um dos dois decida tomar alguma atitude. Na maioria dos casos eu analiso a jogada alheia para estar atento a essa troca. Se alguém joga uma Horda de Servos, por exemplo, eu coloco em campo meus Espíritos de Fogo. Quando eles alcançam os Servos, geralmente acabam derrotando a horda toda.

Nesse caso específico meu adversário gastou cinco de elixir, enquanto eu gastei apenas dois pra combater o ataque dele. Nesse caso ele tem cinco de elixir sobrando, enquanto eu ainda vou ter oito para contra-atacar, então meu adversário deve pensar duas vezes antes de fazer o próximo movimento ou vai acabar tomando dano considerável.

Muitas pessoas já usaram esse conceito contra minha pessoa em partidas. Quando jogo a Bruxa em campo, meu adversário espera até o momento certo e joga a Valquíria que, custando apenas quatro de elixir, elimina minha Bruxa e ainda sobrevive.

Isso é, basicamente, a troca de elixir. É o principal ponto para a vitória no jogo, pois quando o adversário faz uma jogada errada e você tem elixir de sobra, a quantidade que cada um possui vai definir o próximo movimento. No exemplo anterior, a Valquíria sobrevivendo ainda pode ser combada com um Corredor, e aí possivelmente não teria elixir suficiente em tempo hábil para mandar uma resposta.

A essa altura do campeonato, se você já chegou à Arena 5 ou 6, possivelmente entende bem como funciona a troca de elixir. E se não entende ainda, está na hora de começar a aplicar esse conceito para continuar vencendo.

• Outra coisa importante: se for jogar defensivamente, espere o adversário chegar ao seu lado da arena. Se ficar jogando tropas desenfreadamente na ponte vai continuar perdendo, ainda mais se não parar pra pensar no elixir que está gastando. Já vi gente jogando Mini P.E.K.K.A. e Príncipe ao mesmo tempo para counterar um Gigante Real na ponte. Um custo absurdo de elixir e que ainda terminou em desvantagem para o defensor, pois ele teve de lidar com o reforço que vinha atrás do Gigante Real, e ainda na lado adversário.

• Faça uma combinação coerente: eu sempre defendi que é bacana jogar com as cartas que eu gosto, e o mesmo vale para todos os jogadores. Mas outra coisa que destaco é a necessidade de se fazer combinações viáveis. Um deck apenas com cartinhas baratas, por exemplo, pode até funcionar em duas ou três partidas, mas não vai muito longe. Quando estava começando montei um deck com custo médio de 2.8 elixir. Depois investi em uma combinação de 5.0 de custo, e acabei não obtendo muito sucesso. Quando se vai mais longe e o Coletor de Elixir entra no jogo até se torna viável, mas ainda assim é pesado. Então fica a dica para construir uma combinação viável e que não estoure o custo de 4.1 elixir.

Enfim, essa última parte foi mais para essas pequenas dicas, e a minha consideração final é que você se divirta jogando. Muitos dão fórmulas mágicas pra subir de arena, ou indicam que se deve jogar apenas pra completar baús e/ou fazer o Baú da Coroa. Já eu considero extremamente válido batalhar e testar diversos decks, pois só assim você vai chegar no deck que for perfeito para o seu estilo de jogo.
Hoje sou o feliz usuário de um deck com custo médio de 3.5 elixir. Às vezes eu ganho sem perder uma torre, em outras partidas eu tomo uma surra de ter a cara esfregada no chão. O Trifecta é meu maior pesadelo até hoje, mas mesmo assim não desisti do meu deck e estou batendo na porta da lendária.


Enfim, com isso eu concluo minha série de postagens voltadas ao clã da Família Borró no Clash Royale. A partir daqui vou continuar postando alguns guias pelo Multiverso Convergente, e ainda pretendo fazer análises de decks em vídeo no canal.

terça-feira, 2 de agosto de 2016

[Clash Royale] Guia do Tio RD para o “Deck Perfeito” – Parte 2 – Condições de Vitória

Na primeira parte do guia eu tratei sobre quais os principais tipos de deck e citei as chamadas condições de vitória. Mas o que de fato são elas? Muita gente se faz essa pergunta no começo do jogo, e quanto mais cedo você desvendar isso, melhor.


A condição de vitória é basicamente a carta (ou as cartas) que vai te fazer derrubar a torre adversária. Quando você define o seu tipo de deck tem de começar a pensar em qual será a sua condição de vitória.

Em um deck do tipo Cycle, por exemplo, geralmente a condição de vitória é o Corredor, ou o Mineiro. Todas as outras cartas são colocadas em campo para fazer com que o Corredor alcance e derrube a torre adversária. Depois de entender qual a sua condição de vitória chega a hora de pensar nas outras cartas. TODAS as cartas do seu deck devem ter utilidade em campo. Se considerar qualquer uma delas descartável, você está fadado ao fracasso na maioria das vezes.

Vou exemplificar o que disse acima destrinchando o deck Trifecta. Ele geralmente é composto de: Corredor, Valquíria, Mosqueteira, Coletor de Elixir, Esqueletos, Veneno, Canhão e Choque.
Eita deck piruleta!

O Canhão é utilizado de forma defensiva, quase sempre sendo a primeira carta colocada em campo. Ele serve para chamar a atenção das tropas adversárias, como outros Corredores, ou mesmo o Gigante, enquanto sua torre e outras tropas fazem o trabalho pesado.

O Coletor de Elixir serve para dar uma vantagem de elixir conforme a partida vai evoluindo. Notem que ele tem papel duplo: conceder a vantagem de elixir e também incitar o oponente a atacar de longa distância usando Bola de Fogo/Foguete. Como se trata de um deck barato, o Coletor seria dispensável (tanto é que em algumas variações do Trifecta ele nem é usado), mas ele serve muitas vezes de isca para ameaças que poderiam derrubar outras tropas do deck.

A Mosqueteira quase sempre é colocada atrás da torre. Aliadas, as duas servem para derrubar qualquer ataque que parta para cima da torre. 

A Valquíra geralmente é jogada na defesa e, quando sobrevive e chega à ponte, colocamos o Corredor atrás dela, para que ela seja utilizada no ataque e limpe defesas como Bárbaros, Goblins, Esqueletos e outras unidades baratas.

O Veneno é estrategicamente colocado em campo para enfraquecer as unidades alheias. Ele pode ser utilizado de forma ofensiva, fazendo com que o adversário fique sem defesas, ou defensiva, destruindo uma investida poderosa com apenas 4 de elixir. 

O Choque (Zap) é comprovadamente uma das cartas mais usadas no Clash Royale. Por apenas dois de elixir você tem uma unidade que elimina Goblins, Esqueletos e outras ameaças, e além disso paralisa temporariamente outras unidades por alguns milésimos de segundos, o que, em certas batalhas, pode ser o principal auxiliador na vitória.

Já os Esqueletos tem duas funções principais: ‘girar’ o deck, fazendo com que você possa ‘ciclar’ e obter outras cartas de forma mais rápida, e também distrair unidades poderosas e com grande poder de fogo. 

O Corredor aqui é a condição de vitória. Quando suas tropas sobrevivem a um ataque e sobem em direção à defesa adversária, colocar ele na formação faz com que seu oponente trema na base e fique sem reação.

Bacana, né? Quando você para e pensa, a formação Trifecta parece funcionar bem até mesmo sem o Corredor. E funciona. Eu já usei esse deck e substituí o Corredor pelo Gigante, e deu certo. A grande sacada do Corredor é que ele custa apenas quatro de elixir e se move muito rapidamente, o que faz com que se encaixe perfeitamente nessa combinação.

Com essa formação em mente você pode começar a pensar no seu deck. Durante muito tempo trabalhei com duas condições de vitória, sendo elas o Gigante Esqueleto e o Gigante.

Certa vez enquanto navegava por tópicos competitivos no reddit eu li que um deck harmonioso seria composto da seguinte forma:
Duas cartas de feitiços
Duas construções
Duas tropas de defesa
Duas condições de vitória

Nem sempre funciona dessa forma. Por exemplo, o deck Trifecta tem uma condição de vitória, um feitiço, uma construção e várias unidades que são usadas para rodar o deck. Sempre tenha em mente então duas coisas: o seu tipo de deck e a condição de vitória que quer usar.

Eu, por exemplo, subi usando um deck do tipo beatdown. Minha formação principal é composta por Bruxa, Bombardeiro, Cavaleiro, Choque, Coletor de Elixir, Servos, Espíritos de Fogo e Gigante. Todas as minhas cartas giram em torno da defesa, desde o Coletor de Elixir até a Bruxa. Primeiro foco em segurar o ataque alheio e, quando minhas tropas sobrevivem, coloco o Gigante na frente delas e contra-ataco. Assim todas as minhas tropas ficam responsáveis por defender também o Gigante, que vai chegar na torre adversária e causar dano enquanto toma porrada para que as unidades que vem atrás também consigam fazer algum estrago e derrubar o inimigo.

Espero que essa segunda parte do guia tenha sido um pouco esclarecedora, e com isso você já consiga montar um deck funcional. Você pode testar qualquer carta até chegar à sua combinação.
Pra finalizar eu deixo uma dica: quando começar a testar um deck você vai perder MUITO. Não se preocupe, isso é essencial. Perder vai fazer com que você aprenda quais os principais tipos de decks usados no metagame e também como contra-atacar qualquer estratégia.

Lembre-se sempre: você é tão bom quanto qualquer outro jogador, só precisa provar isso!

Amanhã eu encerro a série de postagens, e vou falar sobre troca de elixir e dar outras dicas gerais. Abraços a todos!

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

[Clash Royale] Guia do Tio RD para construir o “Deck Perfeito” – Parte 1

Você já deve ter passado por isso diversas vezes: constrói um deck bacana, ganha algumas batalhas, sobe de arena e começa a perder absurdamente. Depois você reformula o deck, usa uma combinação que não é efetiva e se esquece do que estava usando antes. Frustrante, não?

Com o guia que estou escrevendo espero ajudar vocês a construir decks e se adaptarem pra poder jogar com a combinação que quiserem. Lembrando: QUALQUER carta do Clash Royale é viável. Umas mais, outras menos, mas todas possuem utilidade.


Antes de definitivamente ensinar como montar a combinação ideal, vamos discorrer sobre os principais tipos de deck do metagame, e qual deles você mais gosta de utilizar. A seguir estão os que mais tenho visto:

Beatdown (ou, como gosto de chamar, ‘bate ou regaça’): Consiste em construir um deck pesado e eficaz. Geralmente sua condição de vitória gira em torno de uma combinação indefensável, ou quase. Exemplos de beatdown: Gigante + Bruxa, P.E.K.K.A. + Double Prince.

Uma combinação poderosa, porém frágil!


Cycle (também conhecido por bater e correr): Esse é o tipo de deck mais irritante contra o qual já joguei. É caracterizado por cartas baratas, e o nome cycle vem de ciclo, com o principal objetivo de rodar a sua mão e sempre ter cartas para atacar de novo, deixando o oponente sem reação. Exemplos de cycle: Corredor + Goblins, Trifecta, Corredor + Barril de Goblins e etc.
O pior pesadelo de quem tem um deck mais pesado!


Control (também conhecido por pedreiro): Os decks do tipo control consistem em criar uma situação onde o jogador defende todas as investidas do adversário e constrói o seu ataque aos poucos, fazendo assim com que uma investida seja o suficiente para derrubar a torre adversária. Exemplos de decks de controle: Decks de cabanas em geral, decks de X-besta ou de Morteiro.

Alguém aí tem um saco de cimento pra bancar essa coisa?
(Print ilustrativo, tirado antes da fornalha custar 4 de elixir)


Tempo (ou, como gosto de chamar, o “PUTAQUEPARIUELEVIROU”): Geralmente os decks do tipo tempo são os de defesa sólida. O jogador que utiliza raramente ataca, e só o faz quando o contador aponta 60 segundos, dando a vantagem de elixir. O principal objetivo é cansar o adversário mentalmente e ler o deck alheio, para assim saber como levar o jogo nos segundos finais. Exemplos de decks de tempo: Decks com Inferno + Bruxa + Gigante, Canhão + Mago + Golem.

Eu vou defender até você cansar, e quando jogar a toalha vou levar suas torres!


Esses são alguns dos principais decks contra os quais eu já joguei ao longo de toda a minha ‘carreira’ no Clash Royale. O primeiro passo para construir uma combinação eficaz é saber em qual tipo de jogo você se encaixa. Não necessariamente seu deck vai ser apenas de um tipo, podendo haver combinações misturando control e beatdown, por exemplo. Se você não se encaixa em nenhum desses perfis, há duas coisas que eu posso te dizer: parabéns pela criatividade, ou mude seu deck imediatamente.

Pensar fora da caixa não é necessariamente ruim, pois a surpresa é um dos principais fatores que ganham o jogo no Clash Royale. Então, como exercício de hoje vamos pensar em que tipo de jogador você é, para depois escolher qual tipo de deck você vai montar.

E para finalizar, quero deixar bem claro: VOCÊ VAI PERDER, MUITO. Não adianta o quão bom seja o seu deck, ele não será eficaz contra tudo. Mais cedo ou mais tarde você vai perder, então quanto mais cedo você admitir isso e decidir montar uma estratégia decente ao invés de culpar a Supercell, melhor pra ti.

Esta é a primeira parte do nosso guia. Minha próxima postagem será sobre condições de vitória.

Pesquisar este blog

Tecnologia do Blogger.

Páginas

Posts Populares